No ano passado o grupo de RP Digital da Abracom do qual faço parte realizou uma pesquisa com as agências e assessorias de imprensa para entender melhor como o ambiente digital estava sendo encarado por elas. A proposta era compreender a visão dessas empresas de comunicação sobre as mídias sociais.

Está no ar a edição 2010 do levantamento. Precisamos considerar que o mercado mudou muito neste curto espaço de tempo. Por essa razão, há muitas diferenças, novos questionamentos e contextos na nova versão. Ela está mais longa, é verdade. Cansativa até. Mas vale a pena abordarmos todos aqueles pontos para podermos traçar um cenário real deste nicho.

No ano passado, por exemplo, o Twitter ainda não tinha a força que tem hoje. Muitas das agências não contavam com um trabalho estruturado com mídias sociais e as dúvidas eram muito grandes. Continuamos aprendendo dia a dia, mas houve, sem dúvida alguma, uma grande evolução desse mercado.

Outra novidade na pesquisa deste ano está na busca por informações mais profundas sobre a rotina do trabalho de mídias sociais das agências. Há pergunta sobre o modelo de acesso às plataformas, volume de profissionais envolvidos com comunicação digital e uma breve passagem pela visão e uso das redes sociais pelos clientes.

Será possível, ainda, descobrir, a qual departamento está subordinado o trabalho de mídias sociais e também, entre esses profissionais de comunicação das agências e empresas, quais são as companhias que eles consideram referência nesse contexto. O levantamento questiona os profissionais de comunicação a apontarem os 5 melhores blogs brasileiros – de qualquer área.

Então, se você é trabalha em uma agência, é assessor de imprensa de uma companhia ou profissional de relações públicas, participe e ajude a divulgar. A pesquisa deve ficar no ar entre 15 a 20 dias e, em breve, divulgaremos o resultado.

Já escrevi aqui – ou será que apenas pensei algo? – sobre a possibilidade de encerrar este espaço. E isso ainda continua vivo na minha cabeça. A velha desculpa da falta de tempo. Mas é a pura verdade. A cada dia fica mais difícil manter esse espaço atualizado, acompanhar todas as novidades e assim por diante.

Não, não se desespere. Ainda não será dessa vez. Vou resistir um pouquinho mais e ver até quando consigo levá-lo. Mas o tema deste post é justamente esse. Depois daquela onda enorme do que se chamou de orkuticídio, chegou a vez do blogcídio. Não sei se isso é um fenômeno causado essencialmente pelo Twitter, mas está pegando gente grande, importante e de qualidade.

Mas só para termos ideia, nos últimos tempos o movimento foi grande. Alguns fechados por problemas processuais mesmo, como é o caso do Nova Corja. Mas a grande maioria vem morrendo porque seus criadores conquistaram um lugar ao sol e/ou não estão conseguindo dar a devida atenção a seus espaços. Só para termos uma ideia:

O jornalismo morreu” foi assassinado por Jorge Rocha.
Garotas que dizem ni também foi pro beleléu.
Ao Mirante, Nelson! deixou a vela cair.
Por dentro das empresas, da Exame, também baixou as portas.
SimViral se despede do mundo.

E a lista não pararia por aí. Tem muito mais que não consegui me lembrar. E o público – que não era pequeno – ficou órfão! Como resolver essa equação?

Todo mundo gosta de uma listinha, vai. Resolvi me arriscar e caçar as agências no Twitter. Boa parte delas eu já acompanho. Muitas, inclusive, conheci por meio dessa ferramenta e passei a admirar. Vale ressaltar que tentei seguir a lsita de associados da Abracom, entrei nos sites de várias delas e das que eu conheço ou já ouvi falar. Naquelas nos quais o perfil não está na página principal, cheguei a olhar o campo de contato e não achei nada, por esta razão, não estão citadas aqui. Todas as que apresento, raras exceções, têm atuação muito mais voltada para o trabalho de assessoria de imprensa.

De qualquer forma, esta também é uma lista colaborativa. Incluam, nos comentários, aquelas que não constam aqui até porque certamente não consegui identificar todas. A ideia é tornar essa lista uma aba fixa e permanentemente atualizada. Lembro que estou considerando somente as nacionais ou que atuam no Brasil:

2pró Comunicação
Andreoli MS&L
Agência Detalhes
Agência Ideal
Approach
Agência W2Pod
Bansen
Branding and Sales
Burson-Marsteller Brasil
Casa da Notícia
Casa do Cliente
CDI Comunicação
CDN Interativa
Comunicação Interativa
Contato Comunicação
CSK Comunicação
Dialeto
Edelman Brasil
Emporio Comunicação
EPR Comunicação Corporativa
Estudio de Comunicação
EVCom
FSB
G&A Comunicação
Grupo Casa (Informare)
GrupoTV1
Imagem Corporativa Digital
Inédita SP
In Press Porter Novelli
Intermídia Rio Preto
Ketchum Interactive Communications
KlaumonForma
KRP
Lead Comunicação
Linhas & Laudas
Lu Fernandes Comunicação e Imprensa
LVBA Comunicação
Máquina da Notícia
Marqueterie
Oca Comunicação
Oficina da Palavra
Ogilvy PR Brasil
Perspectiva
Popcorn Comunicação e Marketing
Ralcoh Comunicação
Ricardo Viveiros
RMA Comunicação
S2 Comunicação
S/A Comunicação
Santa Clara Comunicação
Scritta
Sing Comunicação
Signo Comunicação
Spin Doctor
The Jeffrey Group
Talk Interactive
Textual Comunicação
Trama Comunicação
Trópico Comunicação
Versátil Comunicação
Vianews
XPress Comunicação

Associações e entidades de classe:

Aberje
Abracom

Abracorp

ABRP-SP

Conferp

Veja também:

Se você quiser conferir a lista de empresas e veículos de notícia brasileiros no Twitter, o Juliano Spyer também tem uma excelente opção.
Caso procure a lista de pesquisadores da comunicação, a melhor é a produzida por de Rogério Christofoletti.

Lançamento de novas pistas nas marginais em São Paulo. Promessas de novas linhas de metrô na capital. Muita, mas muita discussão sobre o trânsito caótico de uma metrópole. Basta um pouco de chuva e tudo fica parado. O maior problema dos grandes centros urbanos está no excesso: de gente, de carro, de lojas, de obras, de opções. É tudo muito.

É preciso ter disciplina

Em uma das manhãs, em meio à baderna que tomou conta da cidade, trabalhei de casa. Liguei para a agência e avisei que estaria conectado. Aproveitei e mandei uma frase no twitter: “Ótimo dia para as empresas discutirem e pensarem melhor no home office como futuro nas grandes metrópoles não?”.

Para minha surpresa, essa mensagem foi replicada 18 vezes. E isso representa alguns sinais. O primeiro é que hoje os profissionais precisam ter mais liberdade de locomoção e horário. Esperam por isso. Mas esbarram ainda na cultura empresarial voltada para a presença física ou nos entraves jurídicos trabalhistas na legislação.

Algo, para mim, completamente relativo. Sempre digo que uma pessoa pode passar entre 8 e 12 horas em uma empresa sem fazer absolutamente nada. E o pior: os companheiros podem achar que estou produzindo horrores. Afinal, o que garante a produtividade? Qual a melhor forma de medi-la. Vendo o funcionário trabalhando ou acompanhando a evolução da entrega de seus projetos e jobs, do relacionamento dele com os clientes, do desenvolvimento de ideias e soluções? Isso tudo, claro, exige a presença física para reuniões, alinhamentos, entre outras definições. Mas é necessário estar fisicamente o tempo inteiro?

O segundo é a amplitude do tema. Já citei aqui sutilmente um post de Steve Rubel apontando uma lista com 10 trabalhos que podem ser realizados de qualquer lugar. Isso é de julho do ano passado. Esse número certamente cresceu. Sem contar o volume de ferramentas disponíveis que colaboram e permitem o trabalho remoto.

Outro dia mesmo participei de uma reunião virtual utilizando uma ferramenta free, que permite compartilhar até uma apresentação em ppt ou o que você estiver visualizando na sua tela com as demais pessoas penduradas na conferência (a versão gratuita tem limitação para 3 pessoas). E essa é apenas uma das tantas que estão disponíveis na web.

É bem verdade também que ainda temos sérios problemas de conectividade e instabilidade nos serviços web. Mas essa é apenas uma das pontas da questão e, óbvio, precisa ser considerada.  Há, ainda, a liberação das redes privadas virtuais (VPNs), algo bastante temido pelos profissionais de tecnologia da informação. Soma-se a isso a estrutura (ou falta dela) de que dispõe o colaborador em sua casa.

A questão que fica é: será que os colaboradores já estão preparados para esta realidade? Esse modelo de trabalho remoto exige muita disciplina do profissional. A cama parece chamar o tempo inteiro. A geladeira ao lado repleta de guloseimas que podem ajudar a ganhar alguns quilos. A TV tirando a atenção rapidamente.

Ajustar-se a essa rotina não é nada fácil. Em determinados casos, isso pode ser mais prejudicial do que realmente produtivo. Ficar sozinho, isolado, não é fácil. As pessoas precisam de contato pessoal. Lembro de um período de problemas de saúde. Fiquei três meses em casa e, por vários momentos, senti muita falta daquele papo com os colegas, cafezinho, etc.

De quaquer forma, está mais do que na hora das empresas repensarem o modelo “eu quero os funcionários aqui todos os dias”. Nos Estados Unidos principalmente, o tema vem ganhando muita força. Por aqui ainda estamos engatinhando quando falamos sobre trabalho remoto. Apenas algumas multinacionais, com cultura americana, já utilizam esse recurso, citando, inclusive essa possibilidade no processo de admissão.

As organizações devem fazer alguns testes e garanto que sentiriam grande diferença na produtividade e nos resultados finais – inclusive de custos fixos. Os resultados podem ser surpreendentes. É bem provável que haja um ganho para os dois lados: a empresa reduz custos e ganha um funcionário mais produtivo. O colaboradore terá mais qualidade de vida. Sem testar, fica difícil descobrir. Mas essa é uma boa equação, não?

Ah, quase esqueci. A mídia bem que podia comprar essa “pauta” com mais empenho, não?

A dica veio do Rodrigo Lóssio no Twitter e acho que vale a pena compartilhar com vocês. Até porque faz um bom tempo que não coloco nada sobre este gênero (assessoria) por aqui. É impressionante que numa época como a que vivemos hoje, ainda seja possível encontrar gente trabalhando dessa forma.

Vale a visita ao blog de Lene da Costa, que recebeu um e-mail da assessoria da prefeitura local. É de uma sutileza de dar gosto. Fiquei com a impressão de que o assessor resolverá todos os problemas dele com a correspondência (sic!).

Nas últimas semanas sem querer tem surgido com muita freqüência um tema que me faz perder muito tempo pensando: a cultura do “almoço grátis”. Sim, aquela mesma criada pelo Google, em que tudo que se refira à internet é muito barato ou praticamente de graça. Pensei muito em escrever sobre isso talvez porque esse assunto sempre gera polêmica e já cheguei a falar disso outras vezes.  De qualquer forma, resolvi arriscar.

Falar sobre conteúdo (eu diria produção intelectual) fechado é quase um crime hoje em dia. É o mesmo que dizer em uma rodinha de gente da classe média alta que funk carioca é melhor que Chico Buarque.

Não sou nenhum defensor do Andrew Keen e suas teorias até porque ele está no mesmo nível daqueles gurus que pregam o apocalipse. Mas quanto realmente vale a produção intelectual? Qual é o valor dela hoje? Quanto você está disposto a pagar por uma música, uma reportagem, um filme, um livro? Admito. Também gosto de baixar um disco inteiro na web sem gastar um centavo ou de ler uma boa matéria na íntegra sem desembolsar um centavo. Mas pensei no outro lado (até porque faço parte deste outro lado).

E não digam que sou um ferrenho defensor da propriedade intelectual. Só acho que não há mais qualquer limite e ainda estou bastante confuso. Não há meio termo. Mesmo a flexibilidade – Creative Commons – cabe a alguns modelos, mas não a todos. Como funcionaria na música? Medo? Talvez. Justamente por integrar e viver com base na produção de conteúdo/intelectual.

Abusos há de lado a lado. Do povo que baixa tudo de maneira indiscriminada aos barões da produção intelectual, gananciosos e loucos por lucros estratosféricos.

A estratégia do magnata Rupert Murdoch é condenável? A França também busca alguma alternativa. Manter uma estrutura de produção intelectual de qualidade pode custar bem caro. Mas fico me perguntando se o público realmente quer coisa de qualidade. O sucesso do Youtube e seus vídeos simplificados, o jornalismo objetivo e sem profundidade, o estouro de músicas moldadas para tocar em rádios e mp3 players – aos meus olhos – andam provando que a qualidade talvez não seja o fator essencial para atrair o público.

Além disso, há o lado do venha a mim e ao vosso reino nada. Em conversa no Twitter com o @ibere surgiu algo interessante: já repararam que todo mundo defende o gratuito da coisa quando exerce seu lado consumidor? Em contrapartida, quando a pessoa exerce o lado produtor de conteúdo a história é outra. Acho que vale pensar nessa discussão.

Leia também:
Vozes da informação
Entrevista do músico Fred ZeroQuatro  ao G1

O pessoal está gastando a criatividade na hora de recrutar profissionais. Vou começar pela In Press Porter Novelli, uma agência que admiro e respeito o trabalho. Vão selecionar um candidato para um estágio 2.0. O processo pode ser conferido aqui e já está em sua segunda fase.

Então, o pessoal da Garage também acredita que esse modelo pode ser interessante para escolher um jornalista especializado em mídias sociais e também um assistente nessa área. O currículo pode ser enviado pela ferramenta de formulário do Google. O pessoal da iThink já pede há algum tempo pelo Twitter indicações e o Andre Galhardo que chegou não faz muito tempo seguiu a tradição: @andregalhardo: #ithink precisa de 1 DA SENIOR FREELA por 2 semanas, começando na próxima. Contato: andre.galhardo(at)ithink.com.br RT pliz

Pra fechar, o pessoal da Agência Ideal também está usando o Twitter. Há algumas oportunidades por lá e você pode obter mais informações ou indicar seus amigos ao @eduvieira.

Recados importantes!

* Os nomes de empresas e pessoas são sempre modificados para que não comprometam os profissionais e companhias citadas.

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