Título pornográfico

Quem trabalha com mídias sociais sabe. Tem sempre o terror que assombra esse povo de publicar algo pessoal no perfil ou página de um cliente. O cuidado tem de ser redobrado. Mas isso não é válido só para mídias sociais. Vejam só a pérola encontrada e compartilhada pelo amigo Nicolau Centola. Estava lá, no Maxpress. Tiraram do ar rapidamente, mas o print diz tudo. E o pior: prestem atenção no texto. Falava de teatro infantil.

Erro em título de conteúdo publicado no Maxpress.
Erro em título de conteúdo publicado no Maxpress. (clique na imagem para ampliar)
Anúncios

Jornalismo: aquele que existiu um dia

Fazia tempo que eu não via uma pataquada dessas. Não desse tamanho. Impressionante como a qualidade praticamente inexiste hoje no jornalismo. Ou os erros são grotescos ou há um baita interesse político. Sem mais, segue uma bela pérola:

Imagem

Como não sei quem originou a distribuição disso nas redes sociais, vou dar o crédito para o canal no qual me deparei com isso.

Perfis engraçadinhos

Não é de hoje que os perfis falsos no Twitter fazem sucesso. E o mercado de comunicação não poderia ficar de
fora dessa. Separei dois aqui que interessam diretamente ao pessoal que estuda e trabalha em agência de comunicação: @atendilento e @assessoranta.

Ah, se você quiser se divertir também com fakes de mídias sociais, seguem dois que valem a pena:  @socialmerda e @socialdepressao.

Se tiver mais algum pra indicar, manda bala nos comentários!

Lição de casa

Como bem sabem – se é que ainda há alguém acompanhando este blog – está difícil manter uma atualização freqüente. E vou ser sincero: não esperem que, prestes a entrarmos no Natal, eu passe a publicar mais coisas por aqui :-).

Enfim, deixo aqui para esse período de férias coletivas alguns links bacanas que encontrei e que podem ser lidos e analisados. São vários artigos e papers com conteúdo bem bacana. A maioria, claro, foi feita por gringos:

Não gostou? Pode meter o pau ou, então, complementar a lista!

Mais uma campeã

Uma amiga escreveu contando algo muito bizarro que aconteceu com ela na semana passada. Convidada para um evento de uma grande empresa a ser realizado no interior de São Paulo, com presença do chairman global da companhia, aquele auê todo com a “gringaiada”, foi para cobrir. Seguem os fatos:

Do lado jornalístico da história: os jornalistas tiveram que ficar por duas horas andando atrás do cidadão gringo. Na hora em que a sala especial equipada com produtos da empresa foi apresentada, somente o tal executivo teve acesso. Os jornalistas não ouviram necas do que foi mostrado.

O almoço começou a ser servido, porém, teve de ser interrompido no meio. Isto porque o Sr. Gringo decidiu que voltaria para São Paulo meia hora antes, de modo que ele teria tempo para apenas três perguntas dos jornalistas.

Neste ponto começa mais uma pérola. Essa amiga jornalista deixou a sala às pressas para a entrevista e, quando voltou, o casaco e o celular dela que estavam na cadeira simplesmente desapareceram. Ninguém sabe, ninguém viu. Para não atrasar o resto do pessoal ela decidiu vir embora junto com todo mundo, mas pediu que o pessoal da assessoria procurasse. Isso foi na quarta-feira passada.

Na quinta-feira, à tarde, a assessoria de imprensa entrou em contato para avisar que a pessoa que poderia saber onde estava (que cuida lá dos achados e perdidos do local da coletiva) só estaria lá na sexta-feira. No dia seguinte, então, ligaram para dizer que a tal pessoa que poderia resolver o problema não havia sido localizada ainda. Mais para o fim da tarde, minha amiga jornalista ligou para a assessoria para saber o que poderia ser feito. A resposta foi: “não sabemos o que dizer”.

Sem contar que quando essa amiga chegou ao escritório (redação) direto do evento, já havia um release que tinha sido enviado duas horas antes com todos os detalhes do evento – inclusive aqueles que ela não conseguiu ouvir na tal sala com o Gringo.

Recapitulando: ficou sem o casaco, sem o celular e sem a notícia, já que o pessoal que não topou o evento ficou na redação recebeu um release com mais informações do que as que foram obtidas por quem estava no evento. Ah, uma última informação: o celular ela ganhou de presente do marido cinco dias antes do fato.

Assessor em órgão público

Uma repórter aqui da editora está querendo falar com o responsável para fazer uma matéria sobre  evolução tecnológica de um sistema que o órgão utiliza. Teve de insistir muito e ser maltratada algumas vezes pela secretária do presidente desse órgão. Quando finalmente conseguiu um retorno do assessor de imprensa, ela ouve a seguinte frase:

– Mas você precisa mesmo fazer entrevista? As informações estão todas no site, se você olhar lá não vai ficar com nenhuma dúvida.

Percebem o nível dos assessores de imprensa em determinados órgãos públicos, pagos, aliás, com o nosso suado dinheirinho? Deixo no ar para comentários: qual seria a resposta ideal para esse indivíduo?

O nervosinho na coletiva de imprensa

Colaboração de Patrícia Lisboa. A história é real, ok?

Estava tudo muito bem, tudo muito bom. Era apenas mais um almoço de fim de ano com o lançamento de mais produto que mudaria os rumos da humanidade. Fora o mega atraso dos porta-vozes, a coletiva parecia normal.

Infelizmente não havia muitos colegas presentes, então eu e mais dois jornalistas começamos a fazer as perguntas. Em uma sala pequena, com todos em volta de uma mesa, a entrevista se tornou, aparentemente, um bate-papo.

Eis que, em certo momento, percebe-se que o produto novo já havia sido lançado há algum tempo e que dali não sairiam muitas coisas boas. Naturalmente, questionamentos sobre números da empresa foram surgindo.Virado para nós três, o CEO da companhia respondia algumas coisas e se esquivava da maioria delas.

Foi então que um ser, até então não percebido (pelo menos por mim) na sala, se levanta, bate na mesa e grita: “Que sacanagem!!!!! O produto é mó bom, vocês ficam pressionando o executivo pra saber números que ele não dirá e no final acabarão saindo daqui e não escrevendo nada”.

Frente ao nervoso e descontrole do rapaz, tentamos argumentar que aquilo era uma coletiva de imprensa e que qualquer pessoa poderia fazer perguntas. A tentativa foi em vão e o rebelado não parava de nos acusar de coagir o CEO.

Nesse momento, não me contive e comecei a rir. Muito. Os colegas ao meu lado também. A assessora achou melhor encerrar o evento por ali e nos levar até o restaurante onde íamos almoçar.

Escoltado pelos executivos da empresa, o jornalista foi na frente de todo mundo, parecendo ser consolado. Chegando ao restaurante, era hora de pedir as bebidas. Eis que surge a piada infame e alguém diz: “Pede um suquinho de maracujá pro moço que está tenso”. Caí na risada de novo, o moço se estressou de novo e o almoço continuou. Em silêncio, mas continuou.

Tucanagem pura

Recebi um release com o seguinte título:

Novidade Mussum Mocó*: Fone Piranha

O que dizer dessa maravilha? Tucanaram o “Disk Putas”? Isso sempre me lembra o “sugestão de puta”. E sabem o que é pior? Trata-se de um fone de ouvidos, não é nenhum spam do tipo “enlarge your penis”.