Nova plataforma para o Grupo de RP Digital da Abracom

Para quem ainda não conhece, vale a pena. Para quem já faz parte, segue o aviso. Por conta dos problemas e lentidão da ferramenta de Grupos do Google, estamos migrando o Grupo de Relações Públicas Digitais da Abracom para o Facebook. Já contamos, atualmente, com mais de 130 pessoas. O grupo no Google será desativado em breve.

O objetivo é debater o mercado de comunicação digital com viés de relacionamento. Além disso, algumas vagas para profissionais na área de mídias sociais vêm surgindo com frequência. Aproveite para conhecer e participe dessas discussões. Para fazer parte, é só solicitar a inscrição na página do grupo.

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A profissionalização da blogosfera

Há pouco participei de um evento, o ExpoY, em um painel para tratar sobre a profissionalização da blogosfera. Eu gosto desse tema, mas sei que minha visão confronta muito o pensamento dos chamados pró-bloggers. Não tenho nada contra esses profissionais. Estão fazendo seu papel. A minha crítica, entretanto, recai sobre o modelo, a forma como isso vem acontecendo. Melhoramos? Sem dúvida, mas ainda estamos longe de dizer que temos um mercado profissional.

É óbvio que há gente trabalhando com categoria, transformando o que seria um simples blog em um negócio. O Papo de Homem, criado por Guilherme Valadares, por exemplo, deixou de ser há muito tempo um blog para se transformar num verdadeiro portal. Seu mídia kit já se tornou referência para o mercado. O Tecnoblog, de Thiago Mobilon, também já está em um outro patamar. Infelizmente, são casos raros ainda no Brasil.

Gosto de usar como exemplo o nicho de blogs que tratam de tecnologia nos Estados Unidos. Possuem hoje estruturas semelhantes ás de redações. Furam, produzem especiais, faturam. Contam com padrões estruturados de comercialização de espaço para anunciantes. Estão prontos para assumir a brecha de comunicação deixada de lado nos últimos anos pelos jornais, revistas e grandes portais.

Precisamos entender que muitos dos blogs estão se tornando mainstream, ou seja, alcançam em vários casos até mais audiência do que veículos tradicionais de comunicação. Então, qual é a razão para não evoluir e trasformar isso tudo em oportunidade? Afinal, há dinheiro, as empresas querem participar dessa conversa.

Aqui, as agências de publicidade continuam alimentando formatos arcaicos de posts patrocinados, participação patrocinada em eventos, envio de mimos para blogueiros. Sim, agências de publicidade, relações públicas e mídias sociais. Temos de olhar a outra ponta. É a mesma relação da corrupção, que só existe enquanto houver corruptores. Elas continuam alimentando esses modelos. Aí, fica difícil de mudar.

A mistura de conteúdo editorial com comercial não é novidade. E, acredito, há até modelos inteligentes e discretos, que não são um tapa na cara de quem busca apenas conteúdo relevante. O problema é a banalização e falta de valorização das plataformas comerciais como válidas e justas. Se você trabalha em uma agência de comunicação (seja ela de RP, publicidade ou mídias sociais), gosta de determinado blog e de seu conteúdo, ajude o autor a se manter. Ajude-o a manter o padrão de qualidade. Ajude-o a criar uma estrutura comercial, material comercial, valorizar a sua produção. Não precisa ser na forma como é hoje.

Dessa forma, ganha a empresa (cliente), ganha a agência e ganha o blogueiro. Será possível padronizar o mínimo possível nessa relação comercial e editorial, facilitando o dia a dia e o negócio para todas as pontas. Vai ser bom para todos.

Perfis engraçadinhos

Não é de hoje que os perfis falsos no Twitter fazem sucesso. E o mercado de comunicação não poderia ficar de
fora dessa. Separei dois aqui que interessam diretamente ao pessoal que estuda e trabalha em agência de comunicação: @atendilento e @assessoranta.

Ah, se você quiser se divertir também com fakes de mídias sociais, seguem dois que valem a pena:  @socialmerda e @socialdepressao.

Se tiver mais algum pra indicar, manda bala nos comentários!

Controle? Nem tanto…

É jabá? Talvez. Mas como a atualização aqui anda às moscas, aproveito para compartilhar um texto que escrevi para o blog especial do Grupo TV1 sobre a cobertura do Social Media Week São Paulo (siga via #smwsp).  Comentem!

Como bem disse Mário Reys, há uma grande curiosidade – e porque não receio – das empresas em relação às mídias sociais. De fato, é o tema que vem consumindo boa parte do jornalismo nas áreas de internet e publicidade. Mas talvez o que mais assuste as companhias nesse novo ambiente é a falta de controle das informações.

O marketing ou o departamento de comunicação não detêm mais poder sobre a marca. Ela pertence aos usuários. Isso já acontecia de certa maneira no mundo off, de tijolos. Com o crescimento das redes sociais, esse poder foi multiplicado. E as pessoas perceberam isso. O caso da marca de eletrodomésticos, contado por Michel Luz deixa isso muito explícito. A fragilidade das centrais de atendimento ficou totalmente exposta e essas novas formas de comunicação obrigam as companhias a repensarem seus modelos de atendimento e relacionamento com consumidores.

Nessa linha começa a ganha força o conceito de SAC 2.0. Quando o usuário se queixa na central de atendimento via 0800, por exemplo, sua crítica, seu problema ou sua insatisfação são apresentadas apenas a uma pessoa e, pior, da própria companhia. Quando essa manifestação é feita nas redes sociais aumenta sua capacidade de atingir um número enorme de pessoas. Isso quer dizer, portanto, que não adianta mais jogar a sujeira para debaixo do tapete.

Caíram os mantras corporativos de discursos vazios para práticas inexistentes. Apesar de continuarem sendo meios – enquanto o processo de comunicação se mantém na essência – ao entrar nesse universo das mídias sociais, as portas estão todas abertas. Vivemos a era da transparência, algo tão essencial quanto complexo até mesmo para as organizações mais modernas.

Além de mudança de cultura necessária, é preciso estudar e desenvolver novos processos. De nada vai adiantar transferir pura e simplesmente a metodologia de relacionamento e atendimento para esses novos canais sem que essa atitude gere alterações e correções em processos, produtos, serviços. É uma questão de ação e reação.

As conclusões? Não existem. Simplesmente pelo fato de que todos estamos em um momento de aprendizado e não sabemos quando tudo isso estará consolidado efetivamente. O negócio, então, é estudar – ou seria escutar?

Produção e Colaboração no Jornalismo Digital

Taí algo que pode ajudar a entender melhor esse complexo universo que se transformou o jornalismo a partir das ferramentas digitais. Um time de gente grande, que faz parte da Rede de Pesquisa Aplicada em jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec) está lançando o livro “Produção e Colaboração no Jornalismo Digital.

A obra traz questões da prática do jornalismo atual, novas possibilidades de comunicação, processos, entre outras coisas. O lançamento acontece durante o 8º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (8º SBPJor), no dia 9 de novembro, terça-feira, às 20 horas, em São Luis, Maranhão.

Autores: Alvaro Bufarah Junior, Ana Maria Brambilla, Ben-Hur Correia, Carla Schwingel, Carlos d’Andréa, Carlos Eduardo Franciscato, Carlos A. Zanotti, Dijna Andrade Torres, Diólia de Carvalho Graziano, Fernando Firmino da Silva, Gabriele Maciel, Getúlio Cajé dos Santos, Jorge Rocha, Marcelo Träsel, Raquel Ritter Longhi, Walter Teixeira Lima Junior.

Organizadores: Carla Schwingel e Carlos A. Zanotti

Newscamp 2010

Se você ouviu dizer que o Newscamp foi retomado, sim, é verdade. Dessa vez não estou ligado à organização, mas isso pouco importa. O que realmente vale é a discussão sobre o jornalismo e a comunicação nos ambientes digitais.

A edição 2010 acontece durante o Fórum da Cultura Digital Brasileira. Para quem não conhece o modelo, trata-se muito mais de um papo descontraído do que aquele tradicional formato de apresentações com perguntas no final.

Para conferir todos os detalhes, confira a grade de programação e mais informações (como se inscrever) no blog do Andre Deak!

Pesquisa – RP Digital

Sim, está bastante atrasada a pesquisa deste ano. Em breve, porém, teremos a análise completa. Enquanto isso, deixo aqui algumas considerações que já foram percebidas:

  • Em 2009 realizamos uma pesquisa para identificar o perfil do profissional de comunicação nas redes sociais e como ele utiliza esses recursos. Dessa vez, além de retomar o tema, a meta foi ampliar o volume de informações sobre este segmento;
  • Um longo questionário foi desenvolvido e distribuído apenas no ambiente digital;
  • Na edição 2010, 197 profissionais liberais de comunicação e de diversas agências participaram voluntariamente, base muito semelhante a do ano passado;
  • A maioria dos participantes é do sexo feminino (60%), do estado de São Paulo (57%) e formado em jornalismo e RP (71%);
  • Nesta edição houve uma grande participação – quase 50% com até 20 colaboradores – de agências de pequeno porte (47%). No total, mais de 114 agências participaram.
  • Até por conta dessa informação, é possível perceber que os donos/presidentes (15%) aparecem em volume grande;
  • A maior parte dos respondentes tem entre 18 e 30 anos (59%), o que demonstra um público bastante jovem.

E-book de RP Digital

Confesso que tive esta ideia faz algum tempo. Neste mesmo formato, inclusive, distribuído em PDF de forma gratuita, produzido de maneira colaborativa. Mas o pessoal já fez o trabalho e pelo pouco que li, parece bem interessante.

“Relações públicas digitais – O pensamento nacional sobre o processo de relações públicas interfaceado pelas tecnologias digitais”.

O conteúdo foi construído pelas professoras mestres Carolina Terra (USP), Daiana Stasiak (UFSM) e Judy Tavares (UFAM), do especialista Aurélio Favarin (UEL), dos relações-públicas Laís Bueno e Robson Ferreira, e do acadêmico de relações públicas Mateus Jesus Martins. Enquanto ainda não terminei de ler, #ficadica!