O fenômeno do blogcídio


Já escrevi aqui – ou será que apenas pensei algo? – sobre a possibilidade de encerrar este espaço. E isso ainda continua vivo na minha cabeça. A velha desculpa da falta de tempo. Mas é a pura verdade. A cada dia fica mais difícil manter esse espaço atualizado, acompanhar todas as novidades e assim por diante.

Não, não se desespere. Ainda não será dessa vez. Vou resistir um pouquinho mais e ver até quando consigo levá-lo. Mas o tema deste post é justamente esse. Depois daquela onda enorme do que se chamou de orkuticídio, chegou a vez do blogcídio. Não sei se isso é um fenômeno causado essencialmente pelo Twitter, mas está pegando gente grande, importante e de qualidade.

Mas só para termos ideia, nos últimos tempos o movimento foi grande. Alguns fechados por problemas processuais mesmo, como é o caso do Nova Corja. Mas a grande maioria vem morrendo porque seus criadores conquistaram um lugar ao sol e/ou não estão conseguindo dar a devida atenção a seus espaços. Só para termos uma ideia:

O jornalismo morreu” foi assassinado por Jorge Rocha.
Garotas que dizem ni também foi pro beleléu.
Ao Mirante, Nelson! deixou a vela cair.
Por dentro das empresas, da Exame, também baixou as portas.
SimViral se despede do mundo.

E a lista não pararia por aí. Tem muito mais que não consegui me lembrar. E o público – que não era pequeno – ficou órfão! Como resolver essa equação?

10 thoughts on “O fenômeno do blogcídio

  1. muita gente já falou sobre isso… eu tb🙂
    vc sabe q eu defendi q blo era só um detalhe nisso tudo.

    É uma morte na metáfora. Não é q os blogs vão sumir.

    O que dá a impressão q os blogueiros cresceram, se tornaram publicitários ou empregados em uma empresa qq de comunicação e o blog deixou de ser prioridade.
    A rotina profissional é ingrata. Sobra pouco tempo. Mas, há quem se vire ainda.
    Esse vigilantismo legal também está dificultando blogar. É difícil ter fôlego e dinheiro para ficar sustentando processos judiciais. Mas, há quem tenha.
    Outro aspecto é q blog de sucesso dificilmente tem a mesma pegada alternativa e atraente. Tem gente q continua com o espírito de iniciante.

    Esse link, de 2008, época q escrevi sobre isso, ainda é pra mim o texto que explica mais esse lance todo http://pauloquerido.pt/blogosfera/o-fim-da-blogosfera/
    tem outros links interessantes no artigo que vão completando o pensamento.

    O blog como ferramenta continua aí.
    Tb a vontade de pessoas comuns e executivos de abrirem um canal próprio.
    Sumiram alguns pioneiros.
    Outros conseguiram formas de faturamento e continuam firmes. Com o custo-fixo baixo… devem sobreviver.

    O blog foi absorvido e aceito no sistema atual de produção e comunicação. esperar q tudo acabe é meio ingenuidade.

    O que morreu foi a novidade.
    ou talvez o q tenha morrido foi a adolescência disso… O q não chega a ser bom, mas tb não é de todo ruim.

  2. Cara, lembrei de algo que vale a pena discutir mais.

    Se esse movimento está restrito a blogs digamos… mainstream e, por outro lado não há dados q comprovem a queda de audiência geral em blogs…

    Não está configurada uma possível oportunidade para blogs secundários até então nesse mercado ganharem leitores?

    Blogs de empresas e executivos por exemplo. Ou blogs como o seu e o meu q são nichados.

    Muita coisa aí é late adopter (mesmo q se vendam como novidade) e é uma falta de visão estratégica q um late adopter se porte ou se preocupe com aquilo que o early adopter está fazendo.

    Os papéis são diferentes e o tempo de mercado tb.

    saca?

  3. Giba, concordo com você sobre os espaços abertos para blogs “secundários” ou de nichos. O problema é… qual o interesse das pessoas em maior quantidade neste tipo de conteúdo. A web é canal, ferramenta. A cultura das pessoas continua a mesma. O que faz sucesso, assim como no mainstream da mídia tradicional é besteirol, etc.

    Trabalhando com mídias sociais – e até pelas nossas conversas – você sabe o quanto é difícil encontrar blogs bacanas, com conteúdo relevante e discussões interessantes quando saímos do basicão. Há muitos nichos que podem ser melhor explorados, mas qual o público para eles?

    Valeu a discussão!

  4. mas é meio por aí. É um tipo… acabou a festa do caqui, vamos pensar?

    Ambos conhecemos pessoas q gostam de discutir a última da Lady Gaga mas tb se interessam em saber o q determinada empresa está fazendo em termos de knowledge management usando mídias sociais.

    Provavelmene não é um público grande. Mas, de grão em grão…

    O problema é q bota todo esse ecossistema pra pensar. E pensar dói. Principalmente para quem acha q ainda estamos no oba-oba do bagulho. Essa fase já passou. Aliás, vem dando sinais concretos disso desde 2008.

    Creio q já é hora de novos mailings serem construídos com foco em nichos. Desencanar do mainstream… q ou está sumindo ou é conhecido.

    O futuro está no contato certo…. aquelas teorias bacanas dos estudiosos de cybercultura sobre peers fortes.

    Os blogs estão morrendo. Estão. Então, viva os blogs!!!

    … já passamos por isso nas pontocom…rs

  5. “A web é canal, ferramenta. A cultura das pessoas continua a mesma. O que faz sucesso, assim como no mainstream da mídia tradicional é besteirol, etc. ”

    Isso realmente é verdade. Antes você tinha Besteirol.com, agora vc tem Besteirol.blogspot.com, Besteirol.wordpress.com, twitter.com/besteirol.

    Isso ofusca potências da web e usos emancipatórios, mas não os faz desaparecer. Mas, infelizmente, quando brinquei sobre a questão dos Hypes, quis chegar nesse ponto: “todo mundo fala o mesmo em múltiplas plataformas, e cada vez mais rápido”. Não sentem isso tb?

  6. Pedro…
    longe de mim (mesmo) ser marxista. Mas, o centro de tudo é ganho de poder de produção de forma dispersa.

    Se a tal muvucolândia (tb conhecida como crowdsourcing ou swarm intelligence é exemplo de idiocracia…. foda-se. Há valor nas beiradas não exploradas.

    O mundo de hoje transforma o consumidor de conteúdo em produtor e especialista no assunto. É preciso ser mais do que um simples divulgador de links fúteis….

    … novos papéis…. novas cabeças….

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