Eterna relação conflituosa


As relações entre assessorias e mídia mudaram muito nos últimos anos. Em algumas reportagens isso é bastante perceptível. Não é de hoje que os meios de comunicação criticam de forma veemente o trabalho das assessorias. Também não espanta que muitos jornalistas de redação ainda achem que assessoria não presta para nada, a não ser para atrapalhar o trabalho deles.

Mas isso ficou descarado nos últimos tempos. Todos sabemos que os assessorados seguem orientações de quem contratam – ao menos deveria ser assim. Mas a decisão final fica por conta de quem? Do artista, do atleta, da personalidade ou do assessor de imprensa? E como negar, de maneira clara e objetiva, um pedido de entrevista? Qual a justificativa?

Na última edição da revista Rolling Stone, isso ficou bem claro. Por não conseguirem entrevistar Ronaldo, a publicação critica por duas vezes a assessoria do Corinthians, clube que abrigou o atleta quando voltou da Europa. Como é de conhecimento público, o jogador dispensou sua assessoria particular quando voltou ao Brasil e sua agenda de entrevistas é coordenada pela equipe do time de futebol.

Em dois momentos, a publicação descreve a postura contraditória de Guilherme Prado, assessor do clube, deixando claro que o craque atenderia a revista. Em nenhum dos dois casos isso foi possível. E a matéria arremata a situação com alguns trechos:

“Seguidamente postergada devido à agenda lotada do atleta, a entrevista para a Rolling Stone enfim parece cair no limbo, notadamente após o jogador se contundir nas últimas semanas de maio”, sentenciam Ricardo Franca Cruz e Marcelo Ferla, jornalistas que assinam a reportagem.

“Passa-se mais uma semana, e a resposta positiva da assessoria corintiana sobre a colaboração de Ronaldo para a Rolling Stone jamais chega. Sabe-se que lidamos com o maior ídolo do Brasil destes tempos, mas é quase inevitável cogitar que o atleta não apenas é mal assessorado como talvez nem soubesse que estava sendo procurado. Finalmente , um recado transmitido por terceiros noticia que Ronaldo, ao contrário das expectativas, prefere não conceder a entrevista tão antecipadamente marcada. Não foi dada explicação oficial para a declinação, assim como nenhum contato posterior dos assessores foi realizado”, completa em outra parte da matéria.

E, para encerrar com chave de ouro: “São os fracassos, os tombos e a lama que tornam Ronaldo perdoável para a maioria dos seres humanos, mesmo quando ele, solenemente, os ignora”.

2 thoughts on “Eterna relação conflituosa

  1. Será que eles não cogitaram a idéia de que o Ronaldo não queria dar a entrevista?… ou que tinha orientações “de cima” para não fazê-lo?…

    Como li em um outro post nesse site, “comunicação não resolve problema de gestão”…

    O erro da assessoria foi não ter dado uma resposta definitiva ao veículo… enrolação não rola!

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