O relatório do rapaz de 15 anos


Nos últimos dias a mídia foi inundada com a repercussão de um relatório da Morgan Stanley, uma das mais renomadas instituições financeiras do mundo. O motivo: ele foi produzido por um garoto de 15 anos que faz estágio na empresa.

Entre algumas das colocações, o material diz que os adolescentes não gostam de usar o Twitter – porque isso é custo na conta de celular, que é pré-pago – que eles não lêem jornais impressos e preferem as notícias resumidas na internet ou na TV. Eles também ouvem (e fazem downloads) de músicas sem pagar por isso. Gastam suas mesadas com shows, cinema e games e não curtem os modelos atuais de publicidade na web como pop-ups e banners.

Bacana. Mas ainda não consegui entender todas essas manifestações dizendo que o relatório é sensacional, claríssimo, provocativo. Será que os executivos que recebem este material nas empresas e ficaram impressionados com essas informações não têm filhos? Ou estão trabalhando tanto para ganhar seus milhares de dólares que mal conseguem acompanhar a vida dos próprios filhos?

Não consigo ver tanta novidade em tudo isso que o rapaz publicou em seu texto. Na prática, são informações que já deveriam ser de conhecimento geral das empresas e de seus dirigentes. Basta analisar apenas algumas horas ou um dia da vida de um jovem atualmente.

A minha questão é: que os meios de comunicação não sabem ainda lidar com esse público é fato. E as agências de comunicação, sabem?

6 thoughts on “O relatório do rapaz de 15 anos

  1. É realmente vergonhoso que boa parte do mercado tenha ficado chocado ao receber esse relatório, que já é escrito pot gente de 40, 30, 20 anos. Foi preciso rebaixar a idade de um garoto que sequer pode votar, beber ou dirigir, para que o fato chamasse atenção.
    E respondendo sua pergunta ao final do post: Não! Não sabem, e muitas delas também ficaram espantadas com tal relatório.

  2. Oi, Edu. Eu também não entendi muito bem toda essa repercussão em cima do relatório. Achei o reporte legal, cobrindo bem os temas, mas no fundo ele fala mais do mesmo. Acho que ele vale como documento, mas não traz grandes novidades. Me surpreendi quando ele diz que os adolescentes não usam o Twitter. Também fiquei surpreso quando eles escreveu que os jovens preferem ler jornais impresso gratuitos e aqueles que têm formato tablóide, que facilita e dá mais conforto para leitura dentro do metrô ou trem. Eu nunca imaginaria isso. Enfim, o documento tem seu valor por validar e confirmar as muitas percepções que nós todos temos dessa tal geração Y. Abraços. Mauro Segura.

  3. Não foram muito surpreendentes as considerações levantadas pelo relatório… Edu, bastante pertinente sua pergunta no final. Aliás poderíamos pensar em muitos outros segmentos que ainda causam grandes engasgos no dia-a-dia dos profissionais de comunicação. Arriscaria, mudando um pouco o foco, elas sabem lidar com as crianças? E com os homossexuais? E com os evangélicos? São tantas questões…

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