Matéria ou anúncio?


Um amigo escreveu esses dias:

“Gostaria de comentar um assunto que tem ocorrido com frequência. Trabalho numa empresa brasileira, com operações no exterior e volta e meia somos demandados por ‘agentes’ que se identificam como intermediários de publicações estrangeiras ‘de renome’. Envolvem desde a Mussum Mocó* até a Didi Sonrisal*, passando por outras tantas, conforme a ocasião. Em geral dão ‘bypass’ total na assessoria, indo direto nos contatos do CEO. Até aí, ok, podem alegar desconhecimento. Mas são pautas necessariamente vinculadas a anúncios. A agência de comunicação que nos atende relata que outros clientes também multinacionais padecem do mesmo problema, independente da indústria. Não dá, né?”

Hummm… acho que já ouvi essa história antes. Mas aí, vocês procuram no Google!

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3 comentários em “Matéria ou anúncio?

  1. Há um mês, tive uma experiência desagradável nesse sentido. Três supostos jornalistas da revista Sbroubãs* queriam entrevista com um cliente e juraram de pés juntos que se tratava apenas de material editorial. Um espanhol, uma francesa e um inglês. Assim que as perguntas terminaram, a francesa começou a falar de anúncios com o entrevistado. Eu cortei e falei que a encaminharia ao responsável. Ela insistiu, bateu o pé e saiu de lá com a cara fechada. Voltou dois dias depois e o responsável pela área disse que não faria o anúncio. Pois ela ficou de plantão, na porta do entrevistado, com um fotógrafo a tiracolo. O cara teve que sair pelas portas dos fundos para não encontrá-la. Descobri depois que eles são de uma tal Península Press. Preparam “informes publicitários” sobre o Brasil e vendem para a Foreign Policy. Ou seja, não são funcionários da revista. Ah, sabe quanto eles queriam por um anúncio de 1/4 de página? R$ 43 mil euros. Olho aberto com essa gente!

    * Alterei o nome da publicação

  2. Não sei dizer se ele sofre de algum distúrbio ou se por carência ele resolveu desabafar. Brincadeira. Na verdade eu n entendi 80% do que ele quis dizer, portanto vou seguir sua sugestão… procurar no Google, rsrs. Na verdade estou passando p/ elogiar seu blog e seus artigos. Um abraço

  3. ok, o caso trata de “jornalistas pilantras” (aquele blábláblá comercial enrustido). mas, quando o jornalista dá o “bypass” na assessoria talvez seja um bom momento para os assessores refletirem sobre sua competência.

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