Esquenta Newscamp: parte I


Não só aceito as provocações e alguns temas a serem discutidos na próxima edição do Newscamp como já adianto, de maneira bem breve, é verdade, minha opinião. A continuação disso fica para o dia 12 de abril:

– blog corporativo: são viáveis pra quem? agência, blogueiro ou consultoria?
Queria, se possível, que alguém apresentasse um caso real – com retorno sobre o investimento – de blog corporativo. Ok, entendo, é imagem, marca, etc, mas, assim como ações de responsabilidade social ou “sustentabilidade” – entre aspas porque ninguém entendeu ainda o que é isso – nenhuma empresa trabalha com iniciativas que não permitam mensurar o retorno. Prestem atenção que o cara com maior poder em qualquer empresa é o diretor financeiro. Em geral, assumem as presidências das companhias ou o diretor comercial ou o financeiro.. Até pelo estardalhaço que se formou em torno dos blogs, as companhias não conseguem enxergar redes ou mídias sociais de maneira mais ampla, estão com os olhos cerrados apenas nos blogs. Não é possível encontrar muitas iniciativas integradas de comunicação.

– jornalismo cidadão – cultura é o maior desafio a ser enfrentado, ou não? qual nosso estágio atual?
Muita conversa e pouca iniciativa no Brasil. Os grandes portais ou veículos de comunicação limitaram-se a criar espaços dedicados ao conteúdo produzido pelos leitores. Analisando friamente, o material é fraquíssimo e não passa de cópia de notícias copiadas de algum lugar. De qualquer forma há o filtro e o controle, por alguém do veículo, sobre o que vai ou não para o ar. As iniciativas mais interessantes que vi estão ligadas a portais em cidades do interior e universidades.

– gestão de redes sociais e jornalismo cidadão – coletivo deve ser gerenciado, como não criar hierarquia na rede?
Ou meu círculo de amigos e conhecidos está bem ruim ou não conheço ninguém que esteja atuando como gestor de redes sociais no mundo corporativo. Os barões da comunicação continuam pensando como antigamente. Querem atuar, produzir, entrar nessa onda, mas estão com receio de investir e quando o fazem, são apenas migalhas. Quem, até o momento, em alguma organização grande “colocou o seu na reta” para bancar um profissional que lide com a gestão de redes sociais. Pelo contato que tenho com o mercado, isso continua na mão do marketing que dificilmente sabe o que está fazendo e contrata um estagiário pra ficar procurando reclamações da companhia na web.

– projetos de mídias sociais – o desafio de gerenciar uma equipe sem grana. como comprometer a equipe e estimular a participação voluntária?
Sinceramente, esse é o ponto de conflito no jornalismo social. Será que as pessoas estão mesmo dispostas a trabalhar de graça? Mesmo que fossem remuneradas por isso – existem provedores de internet que oferecem aos usuários quantias em dinheiro ou pontos para serem trocados por produtos por horas de navegação. Esse modelo daria certo na produção de conteúdo? Qual seria o valor justo a ser pago por cada contribuição? Se não conseguimos sequer determinar precificação para frilas e trabalhos esporádicos, que dirá para conteúdo colaborativo.

– convergência e complementariedade – qual é o caminho possível de parceria entre os grandes grupos de mídia e blogueiros ou sites pequenos? é possível fechar parceria com a imprensa ou somente com provedores de audiência como UOL, Terra e IG. Quem é o melhor provedor para o blogueiro/ou site pequeno dar as mãos?
Aí eu não posso opinar com embasamento. Sinto um pouco mais de empenho do pessoal do Uol em relação aos blogueiros. Não tenho muitas informações sobre as parcerias seladas, mas pelo que já ouvi no mercado, financeiramente, para o blogueiro, não é algo tão interessante. Eu, no lugar desses grandes veículos, arriscaria mais, montava um time de primeira de blogueiros para uma seção exclusiva do portal. O grande lance aí continua sendo o fator “grana”. Acho que vale a pena ler este artigo que trata um pouco da relação dos veículos tradicionais e da nova mídia.

Estou preparando outros dois “esquentas” (um sobre comunicação corporativa e outro com questionamentos para o evento). Assim que sobrar mais um tempinho eu publico aqui.

2 thoughts on “Esquenta Newscamp: parte I

  1. Oi, Edu
    Pra variar, no ponto. Vou te ajudar e levar dois cases que conheço de blogs corporativos/mídia social pra gente conversar lá.
    Vai ser divertido. (sem falar que, finalmente, vou te conhecer)
    bj

  2. Edu, as empresas realmente ainda pouco fazem para acompanhar e gerenciar ações baseadas no conteúdo gerado pelo usuário. Entretanto, começa a crescer o demanda por um serviço terceirizado de monitoramento e até de elaboração de estratégias de comunicação digital focadas em mídia social.

    Forte abraço

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