Assessoria = dinheiro jogado fora?


Você acha que contratar os serviços de uma assessoria de imprensa é jogar dinheiro fora? Tem gente que pensa dessa forma. Neste artigo traduzido, que trata de como economizar dinheiro ao tocar uma startup, reparem no item:

17 – Não jogue dinheiro fora com Assessoria de Imprensa. Contrate um bom freelancer para 3 projetos por ano e economize 75% do dinheiro.

Sei que isso pode variar de projeto para projeto, empresa para empresa. Há organizações que, no frigir dos ovos, não têm mesmo volume de conteúdo e notícia para contratar uma agência. Outras o fazem apenas por imposição de matriz ou para simplesmente responder “não” para a imprensa. E vocês, o que acham? Quem está começando uma empresa não precisa de assessoria?

Giba, valeu a dica!

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15 comentários em “Assessoria = dinheiro jogado fora?

  1. Não só quem está começando. Muitas vezes, quem está terminando também não precisa. Cansei de conseguir com secretárias informações mais precisas do que com assessores. Aliás: cansei de conseguir com secretárias entrevistas que os assessores me driblavam pra não conseguir. Em empresas grandes, particularmente. Taí uma bela economia a ser feita. Se o gasto é ineficiente, corte-se.

  2. Nem toda empresa precisa de assessoria, isso é verdade. Agora, se ela quer um trabalho de mídia de longo prazo, integrado às outras propostas de comunicação, a Assessoria de Imprensa não pode ficar de fora.

    Por exemplo, fazemos a assessoria de um hospital do câncer que atende pelo SUS. E depois de um bom tempo divulgando releases e fazendo trabalhos de relacionamento é que estamos conseguindo algum espaço como referência, ou seja, quando alguém faz matéria sobre o câncer e transplantes de medula, estão ligando para procurar fontes gabaritadas. Ou seja, o hospital não quer ficar aparecendo na mídia toda hora, mas garantir que o jornalismo de saúde faça um trabalho sério com boas fontes e não passe desinformação para a frente.

    Mas isso só se atinge com trabalho sério e com disposição para atender prontamente. Assessorias ruins sempre existirão, e continuarão a atrapalhar quem faz um bom trabalho.

    Assessoria é necessária sim! Estamos aqui para ajudar os jornalistas, e não atrapalhar.

  3. Fala Marcelo, tudo bem? Obrigado pela visita e comentário. Sei bem o que colocou e já passei por diversas situações semelhantes. Costumo dizer que quem faz a assessoria é o assessor e não a agência. Os contratantes deviam prestar mais atenção e buscar referências do profissional que vai atendê-lo e não somente da agência. Conheço assessores ótimos, que quebram altos galhos, conseguem atender a gente no sufoco e ainda batem papos que acabam por gerar novas pautas. Mas, como disse e é bem verdade, tem muita assessoria zagueira mesmo!
    Valeu

  4. Primeiro: Adorei o termo “assessoria zagueira”.
    Segundo: Hospital não é start up.

    É preciso olhar essa lista com a frieza necessária. O tema não é se existe assessoria boa ou ruim. O lance é: start ups são realmente clientes que não têm demanda para uma assessoria, ou, elas simplesmente vão relegar uma start up para segundo plano?

    Um aspecto que parece estar nessa questão é que o esforço pontual de comunicação pode trazer o mesmo lucro para uma start up do que ficar pagando um fee e ter atenção a cada 3 meses. Até pq o trabalho de assessoria tem uma inércia e perdura por algum tempo depois de feito.

    Olhem, eu disse pode.

    Diante das demandas financeiras e prioridades de investimento de uma start up eu acho q vale a pena arriscar nisso.

    O único problema é o gabarito do free lancer.

    Aí existe um dilema. Um profissinal gabaritado e com trânsito nas redações pode sair caro. Nessa elevação de custo ainda compensa dispensar a contratação de uma assessoria?

    Alguém sabe como Camiseteria, o BooBox, Via6, Aprex e o Interney foram parar na mídia? A resposta pode ajudar na discussão.

  5. Uma ação via assessoria de imprensa para uma startup, altamente inovadora, por exemplo, é a melhor solução que vejo. No geral, empresas deste porte e estágio não possuem budget para investir em publicidade ou em outras ações de marketing mais onerosas.

    A idéia de contratar por job pode até funcionar, mas inibe um trabalho mais consistente de fortalecimento da marca e presença na mídia. Claro que isto funcionaria melhor para aquela startup que já tem o marketing e o comercial bem definidos.

  6. O Via6 eu sei como foi parar na mídia… rsrsrsrs
    Falando sério agora, há um outro ponto a ser colocado em discussão: as start-ups estão prontas para ter uma assessoria? Contratar uma é uma coisa (e pode ser boa), entender como funciona e fazer bom uso disso é outra (e bem diferente).

    É bom lembrar que estas empresas têm orçamentos apertádíssimos e também o péssimo hábito de tentar encontrar relação entre o dinheiro que gastam e o resultado obtido. Geralmente a conta não bate e o trabalho da assessoria é questionado, por melhor que seja.

    Acho já que contei aqui, mas a frase: “acho que vou dispensar a assessoria porque agora os jornalistas nos procuram espontaneamente”, eu ouvi de uma start-up.

  7. Tem outra questão: dependendo do produto que comercializa ou serviço que presta, às vezes uma start-up não está preparada para atender tecnicamente ou comercialmente uma grande demanda que pode ser despertada através de ações na mídia. De nada adianta o trabalho daí – com certeza será extremamente prejudicial para empresa.

    O comentário do Fábio quanto a mídia buscar espontaneamente. Isso é ótimo que aconteça – tenho vários clientes que os repórteres já buscam diretamente a fonte. Mas isso com certeza só foi possível pela ponte ora criada pelo assessor. Além disso, a fonte precisa constantemente receber orientação de como se relacionar com o jornalista, além de se apoiar na busca de informações relevantes que possam ser repassadas ao jornalista. A necessidade de cada vez mais se pensar em pautas, consistentes, contextualizadas, não será uma tarefa que o gestor conseguirá desenvolver isoladamente.

  8. Oi Eduardo,
    Na minha opinião, o artigo traz dicas realmente interessantes para as start ups. Mas cada caso é um caso. Contratar um bom free-lancer para 3 projetos por ano pode até custar mais caro que ter uma assessoria (que também pode ser um bom free-lancer) trabalhando em caráter permanente. E é bom que se leve em consideração que cada projeto irá requerer, no mínimo do mínimo, entre 60 dias e 90 dias de trabalho. Se forem 3 projetos, são no mínimo 6 ou 9 meses.
    Outro fator relevante a ser considerado, é o setor ou segmento da economia em que se insere a start up, se ela tem concorrentes, e em que patamar está em relação a eles. Certamente não será ainda uma referência de mercado. Deverá investir num balanceado mix de comunicação para construir sua marca. As relações com a imprensa se constroem a partir de um trabalho permanente e alinhado com objetivos estratégicos do negócio. Ao contrário do senso comum, retomar um trabalho de assessoria de imprensa interrompido meses antes, significa voltar à estaca zero e assumir a condição de eterna start up.

  9. Fabio: cara, mais uma vez valeu pela visita e comentário. Acho que tocou num ponto fundamental: educação. Enquanto os caras continuarem achando que assessoria de imprensa vai aumentar as vendas, estaremos todos na roça. Acho que só dá pra liberar a fonte para acesso direto dos jornalistas quando ela é realmente relevante e bem preparada para isso, o que tem de fonte tosca por aí com bola levantada pela própria mídia não é brincadeira.

    Lossio: tb agradeço a visita e comentário. Convenhamos, se perguntar para os jornalistas de redação quantos deles recebem uma real sugestão de pauta – que não seja somente do cliente dele, mas de um contexto maior – vai ver que eles torcem o nariz porque isso acontece cada dia menos. Concordo que o assessor pode fazer essa ponte entre fonte e jornalista muito bem e que esse deveria ser seu papel, mas muitos deles acham que isso eliminaria o trabalho e, portanto, a vaga na agência.

    Hilda: muito obrigado pela constante visita e comentário. Startup dificilmente tem grana para conduzir esse balanceamento. Ela vai usar o pequeno budget para fazer uma ou outra coisa. A web seria uma boa opção por reduzir e muito os custos e permitir um retorno que possa ser medido efetivamente, mas as jovens companhias ainda não perceberam isso. Também acho que “viver de bico” pode reduzir o resultado ou produzir efeitos menos expressivos do que manter um trabalho permanente.

  10. Hahaha, que polêmica. Sim, em alguns casos, gastar com assessoria de imprensa é sim jogar dinheiro fora. Já tive um cliente que não tinha notícia nenhuma. Era uma empresa pequena, com clientes legais, mas eles definitivamente não precisavam de assessoria. Tanto que não tem mais. E estão muito bem, obrigado.

  11. OI Eduardo,

    Lendo sua discussão aqui achei que seria legal explicar como a gente faz a nossa comunicação.

    http://www.colmeia.tv/blog/2008/03/13/diy-pr-ou-assessoria-de-imprensa-a-gente-faz-em-blog/

    Queria explicar que não sou um incendiário. Sou formado em jornalismo. Trabalho com comunicação num nicho super pequenino. Tenho um histórico de menos de 20 clientes em 2 anos de empresa, mas sempre a milhão e com projetos muito legais.

    Ou seja, não tô querendo ditar regras, só traduzi e adaptei minha leitura, descartando o que não faz sentido pro meu negócio.

    PS- O grupo Ink, que abriga a colmeia, possui uma excelente assessoria de imprensa.

  12. Oi Eduardo,

    Acho que não fui claro. Traduzi o artigo por concordar com muito do que está ali. Até pensei que a discussão aqui era uma boa oportunidade pra explicar como a gente aqui trabalha. Daí fiz esse post.

    Porque no fim das contas acho que mesmo que, dependendo do que você faz e de como faz, a assessoria de imprensa ajuda pouco. Portanto, quem tem grana curta pode fazer opção e se dar bem.

    Mas mais do que decidir se corta ou não, o serviço, a nossa abordagem aqui é: assessoria de imprensa não pode fazer o trabalho que eu, o dudu e o kazi, podemos fazer como sócios.

  13. Prezados!!

    Acredito que hoje vivemos em uma época, onde comunicação empresarial torna-se cada vez mais fundamental para as empresas, sejam estas starts ups ou não. O trabalho de um assessor de imprensa não é mais de produzir releases e fazer follows. Hoje um bom assessor é aquele que trabalha toda a comunicação externa e interna. O conceito de gerar negócios para o cliente através da divulgação espontânea é válido sim, pois tenho diversos cases interessantes, mas devemos lembrar que o reforço de marca é o mais importante de tudo, seja interno (revista, jornal, intranet, mural) ou externo (folder, site, jornais, revistas). Existem assessores sem noção, que acham que tudo é notícia. Pode até ser, desde que tratado com o jornalista certo. Além de assessor de imprensa sou jornalista de algumas revistas de saúde, e recebo diariamente releases sobre cães, mega hair, etc.
    Às vezes a simples divulgação na mídia não traga retorno para o cliente, mas de alguma ele possa precisar da assessoria. Eu também faço pesquisas de mercado, coordeno eventos, e sempre procuro ser parceiro dos jornalistas.

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