Mais assessoria com blog e RP 2.0


Descobri somente hoje que na sexta-feira passada a Máquina da Notícia estreou seu blog dedicado à gestão estratégica da comunicação e imagem das corporações. A própria agência diz ser um “espaço aberto para a troca de idéias e experiências relacionadas a comunicação e relações públicas na web”.

O lançamento oficial contou com a participação de jornalistas, blogueiros e, claro, de clientes de peso da agência (entre eles AmBev, Embratur, C&A, Roche, Endeavor, Sadia, B2W, iG, Ibope, Aliança do Brasil, Redecard, Senac-SP, Canal Rural, Yuny e Fit).

A iniciativa, como tantas outras já existentes, continua sendo interessante para o mercado. Mas volto a ressaltar um ponto que me intriga. Como vender esses lindos conceitos de web 2.0 para os clientes? Não estou condenando a ação da Máquina, longe disso. Só estou colocando um ponto de vista que eu tenho por aqui.

A conversa é sempre bacana, agradável, gera muitas idéias, mas quantos clientes realmente estão comprando esses conceitos de redes sociais? É tudo lindo, mas onde está a grana disso? Os caras estão chorando para pagar fee, que dirá “comprar” novas ferramentas de mensuração, de monitoramento, de ações reais em cima do que se fala da companhia na web?

Sinceramente, o marketing – a quem geralmente a assessoria está subordinada – está de olho nisso? Pode até estar, mas tenho a impressão que vão levar em banho Maria o quanto puderem. Basta perguntar para quem tenta vender isso nas agências, para o atendimento que está na ponta se relacionando direta e diariamente com os clientes.

Conversando com alguns colegas assessores, percebo que a maioria das agências está se estruturando, criando núcleos digitais, desenvolvendo produtos para a tal da web 2.0. Mas quanto tempo isso vai levar para vingar? Quanto tempo a troca de gerações – quando os mais jovens, conectados e prontos para lidar com essas ferramentas tecnológicas assumirão os postos de decisão – vai tomar do mundo corporativo? Alguém se arrisca a comentar?

10 thoughts on “Mais assessoria com blog e RP 2.0

  1. Vou te convidar pra um café aqui. Hoje oficialmente passamos a chamar o nosso depto de Edelman Digital. Nessa inciativa, o Brasil passa a ficar mais integrado globalmente e com acesso a recursos disponíveis no mundo todo. A gente tem alguns clientes bacanas de novas mídias. Mas vc tem toda razão. Não é essa festa do caqui nem esse hype todo. E nem é pra ser mesmo. Sugiro que vc dê uma olhada no post que fiz sobre o Campus Party e lá tem um pouco do que eu penso. Aguardo seus comentários. Bjs

  2. Thiane, mais uma vez agradeço o comentário. Eu acabei de postar um longo no seu post do Campus Party. Mas acho que isso seria papo mesmo para um café. Vamos combinar e passo na Edelman pra trocarmos idéias.
    Abração

  3. Recentemente criei um blog que pretende discutir esses mesmo assuntos, o Peixe Fresco (www.peixefresco.net). A diferença é que eu ainda tenho o último ano de faculdade pela frente, e trabalho com assessoria há apenas uns cinco meses. Ainda assim, tenho pesquisado para escrever artigos que valham a pena!

    Comentando de verdade agora: a internet tem dominado a comunicação cada vez mais. E assessoria de imprensa um dia já se resumiu a produzir jornal interno. Ou seja, é claro que com o tempo toda empresa precisará de um espaço na internet, seja um blog, uma rede social, um portal corporativo. Quanto tempo? Eu não sei ler borra de café!

    É verdade que a maioria dos clientes hoje nem pensa em contratar esses serviços. Mas por outro lado já tem muita empresa crescendo com base nisso, aí vai de acordo com o perfil da empresa.

    O que eu acho de iniciativas como essa? Bom, é nisso que tenho mergulhado cada vez mais porque é a área na qual pretendo trabalhar quando formado!

    Por fim, um vídeo que vale a pena: http://www.livingstonbuzz.com/blog/2008/03/04/vaynerchuk-dont-buy-lists-build-them/
    Palestra de Gary Vaynerchuk. Em determinado momento, ele diz: “Nós estamos todos em uma nova corrida do ouro.” É exatamente isso.

    Abraços!

  4. Edu, a Máquina é uma ótima assessoria, os assessores são nota 10, sempre que preciso eles ajudam. Soube deste “debate” através de um release, entrei em contato para saber se enviariam outro release informando os principais pontos, a resposta foi não.
    Não vou falar da Máquina, vou generalizar. Tem muita, muita assessoria que acha Web 2.0 um produto fácil para “empurrar” aos clientes, se fosse há uns 9 meses empurrariam o Second Life, onde muita grana entrou e não se viu nenhum resultado final. Existem assessorias que sequer conhecem blogs e atendem clientes de tecnologia.
    Aliás resultado foi uma coisa que não apareceu no Campus Party, escrevi um post, fui 4 dias ao evento e não vi nenhum resultado e saí com uma pergunta na cabeça:
    “Para que serviu o Campus Party?”

  5. Não sou crítico das iniciativas, até pq abrem um campo de trabalho novo. Mas, acho q coisas precisam ser provadas e saírem do discurso poser.

    Eu convoco os blogueiros (não só a umbigosfera pro-blogger), mas cada blogueiro do Brasil para pedir credenciais para coletivas dos clientes dessas assessorias, agendar entrevistas com os CEOs, pedir para serem cadastrados nos mailings e constarem da clipagem e dos relatórios enviados aos clientes.

    Já que essas empresas de RP apóiasm tanto os blogs, devem fazer muito mais do que só vender projetos de “web 2.0” para os clientes, não? Devem apostar neles como mídia. Espero, que sim. Porque senão vai ficar a impressão que só querem tirar mais dinheiro dos clientes e posar de hipermoderninhas… além de mostrarem que gostam mesmo é de uma boa a bajulação com a mídia de massa.

  6. Oi Edu, vou dar meu humilde pitaco.. rs Eu creio que tudo em comunicação e marketing acabam vistos como “ondas”.. assim como o Second Life que mencionaram em comentários aqui.
    Se não houver conhecimento e verdadeiro interesse em desenvolver RP 2.0, sugiro que as empresas não entrem nessa onda. Fazer só para ser “muderno” e não acreditar nesses novos canais como fontes de relacionamento e até de feedback é balela pura.RP on e off line só dão resultados se quem precisa dela e quem oferece sabe alinhar RP com as outras áreas de comunicação, senão vira ruído.
    Abraços

  7. Oi Eduardo, vi seu post agora e agradeço pelo interesse e pelos seus comentários a respeito do lançamento do serviço Máquina RP 2.0. Sou gestora da Máquina Web desde dezembro, e a agência já vem trabalhando com monitoramento, análise e ações na web 2.0 desde 2006, então o lançamento do serviço voltado ao relacionamento com a blogosfera foi um passo natural, fruto de um trabalho já bem consolidado. Como a Thianne disse em sua palestra no Campus Party, ainda temos um grande trabalho de educação junto aos clientes, mostrando o que é a web 2.0 e como (e quem precisa ou não) fazer comunicação e RP nesse ambiente, mas a aceitação já tem sido muito boa. Foi pelo grande interesse no evento de sexta-feira que tivemos de restringir os convites, por isso peço desculpas ao Flávio Sartori e também faço o convite para virem tomar um café aqui com a gente e conversar sobre o assunto. Vocês podem me encontrar pelo blog Máquina 2.0 ou pelo e-mail maquinaweb@maquina.com.br. Abraços!

  8. Há um paradoxo nisso tudo q simplesmente está sendo ignorado nesse cenário todo.

    Na Modernidade Líquida a comunicação escorre pelos dedos.

    Não sei se é o caso da Máquina. Mas, o que está ocorrendo no mercado é uma aproximação das empresas com os pro-bloggers, e isso é um erro de estratégia. Primeiro q eles são apenas o grupo mais organizado e próximo de uma visão de negócio sobre isso (parabéns pra eles). Também têm lá seus fãs (palmas de novo). Mas, não reprentam a blogosfera – se é q esse termo é útil e válido. São um pedaço só.

    Tiveram extrema importância enquanto a Internet brasileira foi para poucos, elitizada. Agora, com a venda de computadores e banda larga crescendo nas classes C e D e os PCs chegando em escolas populares, começamos a ver a verdadeira cara da economia digital.

    Precisa parar essa mania da visão sobre comunicação e jornalismo contruída no mercado de massa. — Poucos canais, muito controle — Não haverá mais esse paradigma para se trabalhar. E as empresas estão achando que há ainda.

  9. Continuando a discussão aqui:
    Gilberto, é lógico que os pro-bloggers representam apenas uma parcela da comunicação. Mas acredito que a idéia é apenas dar um ponto de partida para a informação, ou seja, eles são bastante lidos. E a informação lá pode a partir de lá se espalhar pela internet.

    Porque essa coisa de internet é tão gigantescamente complexa e confusa, que a solução mais “prática, executável”, e menos difícil de mesurar é oferecer um ponto de partida.

    Acho que a idéia não é centralizar, nem nunca foi, mas agregar, o que é um pouco diferente.
    Abraços!

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