Mas tem certeza?


Parece surreal, mas aconteceu. Eu vi e ouvi aqui na redação. Depois tem gente que reclama do Pérolas. Como pode um negócio desses?

Toca o telefone:
(Fabiana) – Redação.
(Assessora) – Oi Fabiana, tudo bem? Eu sou a Chiquinha Gonzaga*, da assessoria de imprensa da Mussum Mocó*. Queria te convidar para uma coletiva sobre disfunção erétil.
(Fabiana) – Não dá, não tem o perfil de nossas publicações aqui. Escrevo sobre tecnologia da informação e relações de consumo.
(Assessora) – Mas posso te mandar o material?
(Fabiana) – Acho melhor não, não temos como aproveitar isso.

Comentário da Jéssica aqui na redação: “só faltou a assessora dizer que encontrar uma pesquisa dizendo que os executivos que trabalham com tecnologia da informação tem alta propensão a ficarem broxas.

Hoje, toca novamente o telefone:
(Fabiana) – Redação.
(Assessora) – Oi Fabiana, tudo bem? Eu sou a Chiquinha Gonzaga*, da assessoria de imprensa da Mussum Mocó*. Lembra que disse que não poderia ir à coletiva sobre disfunção erétil? Posso te mandar o material?
(Fabiana) – Olha, na boa, não rola. Não tem nada a ver com as nossas revistas e sites.
(Assessora) – Tem certeza? Não quer mesmo o material? Mas você não faz o online?
(Fabiana) – Sim, escrevo para o online e para o impresso, mas não tratamos esse tipo de tema nas publicações.

Não dá vontade de bater o telefone na cara? Custa dar uma olhadinha no site e na revista antes de fazer um follow desses?

10 thoughts on “Mas tem certeza?

  1. Não tem a ver com a publicação, mas o desespero da assessora indica uma clara tentativa da agência em evitar que a conta comece a sofrer de disfunção erétil… hehehe

  2. puutz, erro primário. Nem eu que não trabalho com AI saberia que não dá para misturar assuntos e veículos díspares. Na boa, sem preconceito (e já parecendo) mas deve ser estagiária jogada lá para fazer papel de profissional (sem supervisão) e dá nisso.
    Errar uma vez até que vai, mas insistir? chato total

  3. é como Bruno Ferrari escreveu em seu blog:

    “A maioria que entra num estágio acaba fazendo follow up de um release que não escreveu sem ter ninguém para dar uma orientação em relação ao tema do release, o veículo para qual está ligando e – o mais importante – o porquê de estar ligando para aquele jornalista”.

    Analiso a situação sb algumas perspectivas: 1. Impossível o follow ter sido feito por um profissional. Acredito e espero que um cara experiente não daria um furo desses; 2. Supondo que o contato tenha sido feito por um estagiário, ele seguiu ordens; 4. Ou então nem seguiu ordens: tentou ser pró-ativo e acabou se dando mal; 5. Ao tentar ser pró-ativo, ele deveria ter, no mínimo, procurado conhecer o perfil editorial do veículo.

    Assim, penso que não dá pra colocar toda a culpa na pobre criatura. Isso é problema de Assessoria de Imprensa que não tem compromisso com a qualidade dos serviços prestados.

    Hoje sou assessora de importantes empresas com visibilidade nacional e internacional e me orgulho de ter trabalhado durante 10 anos em uma empresa (que não a atual) que me deu todo respaldo e competência para atendê-los. Desta empresa em que trabalhei saíram os principais editores e repórteres especiais de impresso e tv do Espírito Santo.

  4. Edu,
    Pior não é isso. Acabei de ligar para assessora de uma empresa gringa (conta grande).
    Flavio ” Oi, acabei de receber o release do equipamento HR-69 e estou com uma duvida relativa a configuração”.
    Assessora ” Você já acessou o site para ver a configuração?”
    Caramba, isso é atendimento??
    Estou ligando, porque tenho duvidas, custa informar.
    Nem conhece o produto que divulga.
    Triste, muito triste.

  5. Carmem, acredite, profissionais experientes também fazem uma cagada dessas. O problema é que o que sobra de experiência nele falta no quesito competência. O resultado foi isso que o Eduardo mostrou aqui.

    Comecem a montar a lista negra, meus caros. É o melhor caminho para essa coisa toda melhorar e, quem sabe, acabar de vez.

  6. Sou jornalista e trabalho há cinco anos em uma assessoria de grande porte na área da saúde pública. Você não teria espaço para as pérolas dos produtores e repórteres? Já tive o prazer de ouvir essa pergunta: “queria saber como estão as vítimas do acidente da avenida xx”, até aí tudo bem. Passo o boletim e o cara pergunta: “como está a vitima fatal”. Pois bem, é assim, não é só vocês que sofrem com questões idiotas. Sem contar a falta de informação dos colegas que não sabem o que é SUS, perguntam quanto custa o tratamento, a cirurgia em uma instituição estadual. A campeã é o sujeito que queria entrevistar um doador de múltiplos órgãos. Já conversei sobre isso com alguns colegas assessores e nós chegamos a conclusão que as demandas podem ser discutidas por um lado mais espirituoso, vai depender da religiosidade de cada.

    Um abraço,

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