Estudo "di causo" – o jabá (parte 1)


Essa é uma discussão boa e que rende vários questionamentos. Tem muito jornalista que ainda usa aquele papinho de que é ético, não aceita jabá e tal. Mas no fundo, é tão ético que depende do emprego e publica o que o patrão manda e acabou. Outro dia mesmo uma repórter aqui da revista voltou de uma coletiva contando as reações diferentes de ganhadores (jornalistas) de notebooks sorteados na coletiva.

Uma mulher deu um berro ao saber que seu nome era o que estava na mão do executivo que iria presentear. O segundo, de um veículo grande e renomado, fez aquela cara blasé, com um ar de que nada estava acontecendo. Tenho certeza que por dentro estava vibrando muito, afinal, quem não gostaria de ganhar uma máquina de 8 mil reais???? Na pior das hipóteses o cara podia levantar uma grana.

Enfim, esse tema costumo comparar a papo de aniversariante: “Presente? Imagine, não precisava, o importante é sua presença”, mas no fundo fica feliz por ter recebido algo. Enfim, vale ou não vale enviar jabás para os jornalistas? Como identificar quem pode ou não, quem gosta ou não? Mandar para a casa do jornalista ou para a redação mesmo? Acho que são temas que valem ser discutidos. Opinem!!!!

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8 comentários em “Estudo "di causo" – o jabá (parte 1)

  1. Vc pretende escrever um livro sobre ética??? Eita assunto complicado e abrangente.
    Eu mesmo tenho várias questões a respeito disso. Acho q os jabás podem gerar alguma relação de conflito moral sim… Mas, podem… isso não é regra. Há outros meios de os jornalistas agirem sob comando de fontes sem aceitarem jabás. Do mesmo modo, podem aceitar um notebook, um livro, etc e não concederem tratamento especial para a fonte. Um não leva necessariamente ao outro.
    O ideal seria a empresa do jornalista bancar tudo: entrada em eventos, estacionamento, espaço nas salas de imprensa, viagens, despesas, almoços, transporte… e ferramentas de trabalho como celular, computador desktop, notebook, carro, etc. Tem alguma empresa que pratica isso?

  2. Giba, concordo com vc apesar de não parecer pelo texto que publiquei. Também acho que é possível ser isento mesmo recebendo jabá. O que me irrita na verdade é hipocrisia de alguns jornalistas, que não admitem que gostam de ganhar jabá, que fazem aquela cara de blasé quando são premiados em algum sorteio de notebooks e afins. Realmente, só com a editora/jornal/etc bancando tudo seria possível afirmar a completa isenção… e ainda bancando tudo seria relativo, pq os anunciantes ainda causariam uma boa influência em quem manda… e nós, querendo ou não, obedecemos. Pode ser simplista minha visão, mas é o que acontece com a maioria dos jornalistas que dependem do emprego!

  3. Não acho que jabá seja antiético, mas acho que tudo tem limite e bom senso. Se você trabalha numa empresa que restringe seus jabás a bloquinhos e canetas, e você assinou embaixo a partir do momento que aceitou o emprego, vai ter que recusar o laptop se não quiser perder seu lugar pra outro (a não ser que o laptop seja mais interessante). Bom senso é bom e todo mundo gosta: bloquinho e caneta não é mais jabá, e jornalista está cansado de receber isso.
    O ideal é todo mundo ter limite. A empresa, no valor do brinde, e o jornalista, na hora de reclamar. Mais vale um jabá barato e útil do que tranqueira cara e encostada no armário. E se a empresa não der nada, paciência.
    Chato é jornalista que se vende por jabá, seja uma viagem, um equipamento eletrônico… o dilema só existe quando o presente é caro.

  4. Edu,

    Hj, trabalhando em uma empresa que nao admite jabá, eu prefiro nem ganhar esses presentes. MAs livros são sempre bem-vindos

  5. se o jabá não interfere no comportamento do jornalista, a troco de que uma empresa dá um notebook de 8 mil reais pra um repórter?

  6. Edu,
    Fica “estranho”, uma coisa e vc ganhar uma “lembrancinha” de até R$50,00(pen drive, caneta bacana, etc) outra, em sorteio, uma de R$8.000,00 (notebook tablet PC ultima geração). Voce passa a enxergar a empresa de uma forma diferente.
    Com relação ao sorteio, posso dizer, pois os ganhadores estavam sentado ao meu lado,na mesma mesa, enquanto um nem ligou o outro surtou.

  7. O que é uma má influência no texto de um jornalista:

    – ele não ter experiência digital com um notebook e usar as infos do release da empresa para escrever a matéria?

    – ele ganhar um notebook de 8 mil e poder ter experiências próprias com o equipamento e formar opinião a respeito?

    … ainda acho isso tudo relativo. Não há gabarito e tudo depende muito do caráter do indivíduo.

  8. Acho que um sorteio numa coletiva imprensa poderia ser feito também numa feira, um evento ou uma festa. todos que estavam ali teria a chance de ganhar, ou não? pura sorte. nada de coação. se fosse um bando de executivo, eles seriam coagido a vender mais ou comprar mais daquela empresa pq ganhou um notebook. não acredito que a empresa nem o jornalsita vê um sorteio como algo que influenciará a informação. o que influencia a informação não é o jabá para peão de obra, mas as trocas, as parcerias, os acordos com os donos da obra. quem quer comprar espaço, compra. não precisa dar um notebook para jornalista. caderninho ou canetinha já fazem parte do material de apoio para qualquer evento. nem considero jabá. agora, viagem? é custo de empresa. deveria ser da editora, mas quem faz o evento sabe que a editora não tem grana, banca e acha que porque bancou o jornalsita tem que falar bem. aí vai da postura da empresa deixar o jornalista fazer, ou não, seu trabalho. eu ficaria feliz se ganhasse um notebook porque não tenho condições de comprar um, mas minha felicidade não faz notícia. tem gente que é seco mesmo. o que me deixa p da vida é uma editora pagar 4 mil para um reporter e fazer ele devolver o notebook de oito mil que ele ganhou no sorteio e aceitar a passagem para cobrir o evento. porque a editora aceita a viagem e não aceita o notebook?

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