“Estudo di causo” – posso ler?


Como o primeiro deu certo e repercutiu, vamos ao próximo. A entrevista caminha que é uma maravilha. O jornalista do outro lado da linha pergunta, começa a se empolgar, e tudo corre naturalmente. Ao final, porém, a fonte, aquela que você sempre admirou e ofereceu de bandeja aos jornalistas, solta a famosa frase: “Você pode me passar o texto antes de ser publicado para eu dar uma olhada?” O assessor sente o frio passar pela espinha inteira. Enfim, o que fazer nesse caso? Comentem.

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13 comentários em ““Estudo di causo” – posso ler?

  1. Eu peço desculpas ao jornalista na hora e depois converso com o meu cliente com calma. Mas se o cara já é fonte e falauma coisa dessas é porque a assessoria nuncapassou a ele as instruções básicas. O preparo antes de qualquer entrevista ésuperimportante, mas às vezes a gente (assessor de imprensa)tem que pagar esses micos… fazer o quê?

  2. Eu dou um corte básico, interrompo a fonte e digo: “conversamos sobre isso depois”. Agradeço, termino a entrevista e chamo o cliente no canto para explicar que não dá. Às vezes não dá tempo de treinar a fonte como se deve – aliás, as empresas têm cada vez menos fontes bem treinadas – e tem gente que por mais que se diga, não entende (ou finge que não entende).

  3. Não dar satisfações é fácil… mas não é recomendável.
    Pois depois deve-se arcar com as devidas reclamações.
    Melhor é dizer que não pode mesmo.

    José

  4. Isso ainda não aconteceu comigo, e espero não acontecer tão cedo! Mas eu até mandaria o texto pra fonte, com a ressalva que o jornalista não faria alterações. Só pra fonte saber como ia sair. E claro, antes de tudo, ver com o jornalista se ele poderia fazer isso.
    Mas deixar pra fonte dar “sugestõezinhas” e pitacos, nem pensar!

  5. se for jornalista, que tal responder com outra pergunta do tipo “vc me passa o real balanço da empresa no brasil?”. riso
    a minha resposta de sempre: desculpe, mas é impossível. vai contra as regras do jornalismo.

  6. O assessor orienta, mas pode acontecer, afinal, quem nunca teve um assessorado que insiste em questionar as orientações que recebe? Uma vez largada a pérola, só resta ao assessor procurar o jornalista ao final e pedir desculpas pela empolgação do assessorado. E, depois, lembrar ao assessorado que a perguntinha nunca é bem-vinda, destacando o mal-estar que causou. Talvez com esse exemplo prático ele fique convencido.

  7. essa é a situação do meu dia-a-dia. depois que virei frila, rola umas entrevistas bastante diferenciadas e o que mais ouço é isso. Respiro fundo e, agora vou adotar a resposta da Fran, mas antes educadamente, eu explicava que eu não fazia isso, mas que ele podia pedir pra outro… de repente, né….
    do lado do assessor, isso nunca aconteceu. eles estão bem treinadinhos!
    ceila santos

  8. isso aconteceu comigo e meu editor me mandou sair com essa: “o senhor me pedir pra ver a matéria dá no mesmo q eu pedir o seu relatório de contas. O senhor deve confiar em mim, assim como eu confio nas informa~ções que está me passando”

  9. se fosse pessoalmente, primeiro eu chutaria o cliente por baixo da mesa. e depois lhe daria a devida bronca. como assim ler a matéria?????????? enlouqueceu??????? não aprendeu nada q eu ensinei????????

    🙂

    é foda mesmo… mas vamos levando.

    beijo pra vcs!

  10. A resposta da Fran é a melhor de longe, sem dúvida. Mas eu tenho pena de alguns entrevistados, muitas vezes eles pedem na maior inocência. O jeito é explicar que não dá, é contras as regras, etc. Depois o assessor costuma dar a devida bronca.

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