“Estudo di causo”


Vamos fazer um teste pra ver se dá certo. Se ninguém comentar, não passará da primeira. Gostaria, inclusive, de receber comentários sobre a iniciativa, se vale a pena ou não. Vou colocar um caso aqui toda semana. Como sempre, vou ocultar os nomes para não prejudicar. A idéia é até mesmo fazer o povo trocar idéia de situações que podem ser aplicadas com outras empresas e discutir as melhores saídas para cada situação. Ou seja, no jargão do mercado, uma espécie de benchmark. E lá vai o primeiro:

Tudo armado para uma coletiva de imprensa. Restaurante famoso e chique pacas – porque os executivos acham que jornalista gosta de comida de passarinho e glamour. Pelo nome e matérias já publicadas do tal restaurante, seria um sucesso. Ao contrário. A comida não agradou a absolutamente ninguém, sequer os executivos. O que você faria numa situação dessas? Qual seria o melhor a fazer nesse caso? Comentem.

Mandem suas colaborações de situações inusitadas, irritantes, hilárias, em coletivas e relacionamento com a mídia. Asseguro o sigilo da fonte.

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18 comentários em ““Estudo di causo”

  1. Já aconteceu comigo, e me senti uma estúpida! Era nítido que ninguém, absolutamente ninguém gostou. A dica é: faça uma breve degustação dos pratos antes de fechar contrato – e exija a presença do executivo neste dia. Assim, dá pra evitar o mico bem antes de pagá-lo.

  2. Tem assessoria que possue o DOM de estragar as coisas. Com certeza não rolou a degustação.
    Alias, a ideia de uma coletiva no McRonald´s ou Burger King e otima, cardapio equilibrado, otimo atendimento, comida de primeira.
    Antes que esqueça,tem o cafe da manha que milagrosamente se transforma em um brunch (sem sair da mesa) quando vc chega na coletiva, escuta “Tem um cafe da manha sendo servido” e no final “Tem um brunch sendo servido”, a mesa continua a mesma.
    Almoço de fim de ano de um grande empresa de TI, constava no cardapio “Camarões ao oleo de gergelim acompanhado de salada” no prato 4(quatro) camarões minusculos na borda, indicavam os pontos cardeais(acho que rolava um feng shui)e no meio, metade de um pe de alface picado e sem tempero (cade meu Big Mac?)
    Vixe, escreveria por horas, mas por enquanto e só.

  3. Já aconteceu comigo de ir a um almoço, desses de final de ano, e o almoço simplesmente não chegar na minha mesa.

    O assessor e o executivo depois convidaram um a um dos azarados para um outro almoço.

    É um caminho. Muitas vezes, fatores como o humor do cozinheiro e a qualidade da alface estão fora do controle do assessor, por mais que se deguste antes. O jeito é pedir desculpas e ir para o próximo.

  4. Sobre o comentário do anônimo: vale lembrar que comer de graça (e bastante) nem sempre compensa o sacrifício de ter que conviver com pessoas, e idéias, como estas.

    De mais a mais, escrever um livro é uma boa. A gente tem que aproveitar as oportunidades que a profissão nos dá e ganhar em cima do que os outros têm que pagar prá ver…

  5. Se a comida não agradou, é porque já foi servida; se já foi servida, é porque o negócio já está em pleno andamento. Então, não dá mais para fazer nada – quer dizer, até dá: aprender com o erro.

  6. Pro assessor não há o que fazer senão lamentar, pedir desculpas e se programar melhor pra próxima. Pro jornalista tem duas saídas: sair metendo o pau ou ajudar o assessor, até dando dicas do que fazer na próxima. A Oki faz isso: pede sugestões para os jornalistas para saber onde fazer eventos. E dá certo!
    Tenho uma amiga que diz: “tem gente que acha que jornalista não tem fome, não tem sede, nem vontade de fazer xixi”. Surpreendentemente, para alguns, jornalista gosta de Burger King, sim!
    Não é nem questão de boa comida, é questão de tratar bem, de educação. Independente da função do almoço.
    (Edu, fique à vontade para trocar o nome da empresa citada acima, se precisar). Um beijo!

  7. Vejo que realmente deu repercussão. Que bom, a proposta é essa. Como bem disse a Juliana (aliás, obrigado pelo comentário), acho que as assessorias/empresas podiam pedir mais sugestões de lugares e formatos de coletivas, eventos, etc. Eu, por exemplo, já falei pra várias assessorias que não entendo o fato de ninguém fazer uma coletiva em uma cantina, uma lanchonete bacana, entre tantas outras opções. São sempre os mesmos lugares e restaurantes e creio que poderiam arriscar um pouco mais.
    Ao contrário, porém, do que diz a amiga dela, boa parte das fontes, por convidar e pagar o almoço, acha que jornalista é vida boa, que só fica almoçando em restaurante “fino”, de graça, etc.
    Coloquei esse post justamente para ajudar as assessorias a trocarem idéias sobre situações adversas. Não vi, entretanto, nenhum assessor conhecido comentar.
    Entendo o comentário do Rodrigo e agradeço. Mas a idéia é: como evitar que situações como essa aconteçam.

  8. Caramba, pelo jeito o anonimo que esta bem abaixo do meu comentario já deve ter trabalhado em um restaurante por kilo e na balança.
    Dizer que eu como muito…isso é mentira, por que voce come muito mais do que eu. Como diz Chef Gordon Ramsay ” Go walk and lose some weight!”
    Mas valeu pelo dica de escrever um guia, quem sabe dessa forma não contrato voce como assessor(a)?
    Mas por favor, coloque seu nome, fica horrivel não saber com quem estou falando.

  9. Achei a iniciativa ótima Edu. Sempre é interessante conhecermos saídas para as sinucas de bico que somos obrigado a enfrentar em assessorias (ainda mais quando o cliente acha que o assessor, além de todo trabalho, ainda tem que fazer a função de organizador de eventos).

    E, acredite se quiser, existem muitas pessoas em assessorias que sugerem locais menos rebuscados, mas com uma comida bem mais farta. O problema é que, muitas vezes, essas idéias vem de estagiários e juniors, e são barradas pelos Seniors e Gerentess. Afinal, se um estagiário sugeriu um local, provavelmente ele não é de qualidade. Pelo menos isso é o que muitos assessores que eu conheço pensam.

    Espero que você continue com os cases.

  10. Desculpe, mas ficar discutindo se a comida do restaurante onde foi feito um almoço é boa ou não me parece tão fútil.
    Vocês deveriam discutir se foi interessante conhecer aquela fonte, se a informação é útil ou não.
    Muita falta do que fazer?
    Que tal escrever alguma matéria que contenha informações de verdade, seja interessante e pensada,tenha sido pesquisada e checada?
    Acho muito mais útil, no entanto está muito difícil encontrar esse tipo de matéria hoje em dia.

    Desabafo de um assessor que tem que ler absurdos diários no clipping e ainda encontra sites como esse.
    PS – Estou pensando em criar um blog pra discutir se ainda há vida inteligente no jornalismo brasileiro, porque evidências diárias comprovam o contrário.

  11. Caro anônimo do último comentário. Vou ser educado vai…
    Caso não tenha percebido, a idéia do post não é falar da comida X, Y ou Z. A meta é mostrar uma situação constrangedora para os assessores e fazer com que eles troquem idéias, conhecimento, informação para saberem lidar com casos do tipo. Assim como as notícias boas, as fontes confiáveis e que têm algo a acrescentar são muito raras hoje. Manda bala com seu blog! Creio que vou me divertir.

  12. Um de meus clientes jáachou amelhor fórmula de não passarpor essas gafes. Contratou uma empresa especializada em eventos.. Ela cuida de tudo de ir visitar o local de contratar recepcioniostas e elaborar o brinde. Claro que quando o público são os jornalistas nós acompanhamos o processo, mas é bem menos estressante do que programar todo o evento. às vezes rola um estresse por causa dos prazos, mas no fim tudo dá certo.

  13. flavio, vc tem razão. o DOM foi uma enorme roubada. se tiver coletiva lá, não fico mais para o almoço. aquilo é um desrespeito. o pior são esses críticos da área que babam ovo para aquele chefe mão de vaca!

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