Causo – "coletiva" mico


Tinha tudo para ser lindo. Lançamentos, coquetel, Daslu, Maria Rita… uma coletiva para lá de chique. Eu disse coletiva? Ah, perdão. Foi quase uma apresentação relâmpago dos novos produtos da Cacildis Co.*.

As gafes começaram com a lista de convidados. Se o nome não estivesse na lista, a pessoa não recebia o press kit. Ok, vamos ouvir os executivos. Nem vinte minutos de “coletiva” e os jornalistas foram interrompidos pela simpática assessora de imprensa: “não temos mais tempo para perguntas”. Chegamos às duas primeiras gafes da noite: sem press kit e sem respostas. E eu achando que o intuito da coletiva era apresentar o produto e tirar as dúvidas da imprensa. Interessante é que depois de encerrada a coletiva, ficamos umas duas horas só comendo canapé. Aí pensei que o objetivo do evento era socializar a galera e fui bater papo.

Enquanto as celebridades chegavam, conheci uma jornalista que esperava o presidente da Cacildis Co.* para entrevistá-lo. O cara chegou e ela, rapidamente, foi falar com ele – em coreano, veja só, na língua nativa do executivo. Eu, no lugar dele, me sentiria lisonjeado. Aí acontece a bola fora número três: a resposta do “alto-executivo”: “fala com a minha assessoria”. Carismático, não? Ah, que se dane. Vamos ver o show. Tenho que admitir que a escolha pela Maria Rita foi de muito bom gosto. Tá certo, eu sou fã dela, mas o show foi ótimo.

Acabado o show, eu e mais seis – note: SEIS – jornalistas de diferentes veículos tentamos ir ao camarim conversar com a cantora. Na porta, um “leão albino” disse que não seria possível e continuamos lá. De repente eu escuto “não insistam, senão, chamaremos reforço”. Que festa mais simpática! Calma… essa não foi a bola fora número quatro. Um dos jornalistas presentes pediu para conversar com o diretor de marketing da empresa, que nem deu bola. Pior ainda: ao encontrar o profissional deu um sinal de “jóia” e saiu andando sem falar nada. Olha que maravilha.

O melhor de tudo é saber que esses eventos acontecem para aproximar a imprensa da empresa. Saldo da noite: assessoria de imprensa temperamental + cliente mal educado = jornalista insatisfeito. Detalhe: ainda não recebi o material de divulgação.

*O “causo” é verídico e foi contado pela jornalista Gabrielle Moreira. E ela tem testemunhas que participam com freqüência deste blog.

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11 comentários em “Causo – "coletiva" mico

  1. Eu! Eu sou testemunha! Vi tudo!
    Mas valeu pq reencontramos amigos jornalistas e demos boas risadas.
    De tudo, pior mesmo foi o super, mega, blaster, máster executivo não responder às perguntas, feitas em coreano (!!!!!).
    PJ

  2. hahahhaha. Poxa vida, faz tempo que nao juntavam tanto jornalista de TI junto. Foi muito bem ver todo mundo lá. Os micos, ahhh deixa pra lá. Por que digo…

    “Ja falei tantas vezes…”

    beijo Gabi

  3. Caramba!!! Essa foi tão ruim, mas tão ruim, que eu acho até que merecia falar o nome verdadeiro da empresa. Tamanha falta de respeito com os jornalistas pode muito bem refletir na falta de respeito para com os consumidores. Eu pensaria 412 vezes antes de adquirir qualquer produto ou serviço desses caras…

  4. Não Cecilia, vamos pegar leve. Acho que as coisas são da seguinte forma: empresa nenhuma tem obrigação de levar jornalistas para a Daslu ver um show da Maria Rita com bebida a vontade etc.

    Somos convidados e não patrões para exigir tratamento VIP

    Prefiro tratar o caso apenas como Mico e não como falta de respeito.

    Sério, no final das contas foi muito engraçado. Nada além de engraçado…

  5. É, foi engraçado mesmo. Me acabei de rir com o “troncudo” querendo chamar reforço.

    Ele deve ter ficado com medo de mim. Quem em conhece sabe que eu tenho cara de malvada. Fora os músculos suuuper definidos! Tô até pensando em fazer muay thai.

    Mico maior foi nos deixarem sem respostas. O resto… ah, o resto rendeu boas risadas.

    “Já falei tantas vezes…” continua na cabeça!

    Beijos,
    Gabi

  6. Ah, Bruno, eu sei que as empresas não têm obrigação de fazer isso. MAs acho que a partir do momento em que se dispuseram a fazer, que tratem as pessoas com o respeito merecido!!
    Um abraço!

  7. hehehehe eu só não fui pq. tinha uma festa de aniversário pra ir – que pena não ver a Daslu. Mas pelo menos recebi o press kit na redação…

  8. Eu pensei bastante antes de escrever, tenho até um texto preparado, escrito no dia seguinte ao acontecido. Por enquanto tenho só que reclamar da posição do diretor de marquetim da empresa NÃO TRATE JORNALISTAS DESTE JEITO. TUDO BEM QUE VC ESTAVA FALANDO COM GRANDES FORMADORES DE OPINIÃO (UMA EX-RAINHA DE HANDEBOL, UM JOGADOR DO PARAGUAY E UMA APRESENTADORA DE MERCHAM DE PROGRAMA DOMINICAL) NÃO SÃO ELES QUE VÃO FALAR SE O PRODUTO E BOM OU NÃO, PENSE NISSO!!
    FORA ESTA IGNORADO DO DIRETOR E A TOTAL FALTA DE COMIDA (AI QUE FOME) O EVENTO FOI BOM, EU ACHO.
    SÓ UMA COISA, PORQUE OS FAMOSOS GANHARAM O CELULAR COMO JABA E NOS JORNALISTAS GANHAMOS UM TELEFONE DE PLASTICO??

  9. É ridículo. Sinceramente, não sei como essa assessoria meia boca consegue sobreviver no mercado. E falando nelas, outro dia, uma equipe da TV Record foi cobrir um show no Bourbon Street, mas a grossa e despreparada assessora de imprensa destratou os caras a ponto de impedir a entrada deles. Ela deve ter pensado que eles estavam a fim de curtir a noite. Pelo jeito ela deve fazer isso e deduziu que a equipe de reportagem fosse aplicar o mesmo golpe.

  10. Merece, ah se merece: duas laudas inteirinhas só descendo a madeira nessa empresa (com muitas irônias e humor negro). 😛

    Concordo com a Celília: obrigação não tem, mas se vai fazer, que faça bem feito.

    Um dia fui convidada para a pré-inauguração de uma creperia mexicana, quando morava em Petrolina (PE).
    (??? Pra começar… Crepes e México??? hmmmm)
    Seriam apenas 80 convidados: mais ou menos 1/3 de pessoas da imprensa e o resto era composto de socialites, empresários e “celebridades” da cidade.

    Havia toda uma burocracia de confirmar presença, ter o nome na lista para entrar, apresentar convite nominal e RG na entrada (isso até com as socialites, que eu vi!!).

    Apresentaram um vídeo sobre a criação e concepção do lugar, pratos do cardápio, dados sobre a culinária mexicana, etc, etc, etc…

    Press kit, vídeo, música mexicana, dançarinos, mas… Atendimento confuso, mais pessoas do que foi divulgado que seria permitido, falta de planejamento quanto ao arejamento (ou seja: tava um calor do infernos!). Ah, bobagem… Pelo menos a idéia foi criativa e tudo corria bem.

    Na hora H… Tínhamos que PAGAR a conta. Em momento algum deixaram isso claro (sequer subentendido) nos convites, não foi comunicado sequer na entrada e muitos colegas (e as dondocas também) foram pegos desprevenidos. Para ser mais específica, não havia uma única pessoa no local que não se queixasse do fato de não terem sido comunicados previamente.

    Até a tequila que lindas modelos desfilavam oferecendo de mesa em mesa estavam sendo computadas, sem que ninguém tomasse conhecimento.

    Resultado? O local levou meses e meses para conseguir se firmar e reverter a má fama adquirida. Nem tanto pelos jornalistas (que pegaram até leve), mas pelas dondocas de plantão que fizeram o “serviço” direitinho pela cidade.

    Como diz minha avó… eu vejo cada uma que parecem duas!

    Bjos!
    (Linkei o blog!)

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