Mais sobre exclusão


Como sei que nem todos dão uma espiada nos comentários, coloco um aqui em formato de post. Fiquei impressionado com a história e quero dividir com vocês:

Fernanda Angelo disse…

E eu, que fui designada para um encontro de imprensa de um grande fabricante de produtos de infra para telcos. Quando a assessoria soube que o veículo para o qual trabalho havia pautado a “reles repórter” aqui para a viagem (sim, o encontro acontecerá em Paris), retirou o convite. Acreditem, tem assessoria que mede competência conforme o nome do cargo.

Em suma: não haverá representante do nosso jornal no “tão relevante” evento que, ao que parece, não tem por objetivo noticiar algum fato de interesse de nossos leitores, mas fazer “oba-oba” com editores. E o melhor nem é isso. É que, além das voltas que o mundo dá, neguinho esquece que na hora de vender pautas furadas daquele cliente fiasco, é exatamente pra repórter aqui que ele liga. Como não tenho competência (pelo julgamento dessa “competente” equipe de comunicação), infelizmente vou ter de pedir que encaminhe a sugestão para avaliação do meu editor. Fazer o quê?

Quem sabe um dia eu aprimoro minhas habilidades e vou para uma dessas viagens que assessor insiste em julgar divertidas para nós!

Alguém se arrisca a comentar???

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8 comentários em “Mais sobre exclusão

  1. Inacreditável. Já fui assessora e sei dos perrengues que eles enfrentam, mas atitudes como essa são simplemente injustificáveis, sob qualquer ponto de vista. Aproveito o comentário para dizer que este blog é muito bom e me ajudou bastante quando comecei a trabalhar em assessoria. Já indiquei pra muitos colegas, mas infelizmente não são todos que têm interesse em ler . Pena!

  2. hahahahahah – como assessora eu digo:
    1) pelo menos vocês recebem os convites…e a gente que nunca viaja para lugar nenhum.
    2) eu acho o cúmulo isso também…E tb não concordo em sempre mandar os mesmos veículos, os mesmos jornalistas para os eventos no exterior. Não que esse grupo não mereça, mas acho que todo mundo tem que ter sua oportunidade.
    3) Mas a defesa da assessoria: gente, alerto que muitas vezes essa atitude estúpida vem do cliente. Um absurdo, mas é verdade. Eu mesma já tive que retirar um convite de uma repórter, muito boa por sinal, porque o tal cliente queria um editor. Faça-me o favor, né? mas infelizmente nós somos índios e não caciques.
    O que posso fazer para tornar esses procedimentos mais democráticos, faço…mas infelizmente não depende de mim. Sad but true…

  3. Julia, valeu pela força. A intenção é justamente essa. Dar uma força para o povo, melhorar a relação assessoria X redação. Infelizmente tem gente que não consegue ver o blog por esse lado. Sai disparando críticas e me chamando de Sr. Perfeito.
    Obrigado pela visita. E espero vê-la por aqui mais vezes.

  4. Fala Pri, blz?
    Mais uma vez valeu pela visita. Eu sei que boa parte dessas iniciativas ridículas são idéias “brilhantes” das cabeças “pensantes” do marketing da empresa. Depois, quando eu digo que as organizações ainda não sacaram bem o que é comunicação, nego fica puto.

  5. B Ferrari está dizendo.

    Desculpa Du, mas eu sou um pouco radical em relação a retirada de convites. Isso é uma questão ética. A Fernanda Angelo tem toda a razão e é obrigação da assessoria brigar pelos assessorados: editores e repórteres

    Que feio, mais um vexame!

  6. Já que é a hora do desabafo, gostaria de lembrar um fato que ocorreu comigo.

    Uma das maiores empresas de gestão inteligente convidou, por meio da assessoria de imprensa, para uma entrevista exclusiva com o CEO da America Latina. Na época, estava em outro veículo e o editor me mandou.

    Uma entrevista dificil, sobre um assunto complicado e inteira em inglês. Eu, foca, estava com os nervos a flor da pele.

    De manha, um pouco antes da entrevista, tocou meu telefone celular. A assessora começou com perguntas do tipo:
    Qual a sua experiencia em TI? Há quantos anos você é formando em jornalismo? Quanto tempo você está neste veículo? O seu inglês é bom?

    Não bastasse eu ter respondido tudo, quando cheguei no hotel que a entrevista estava marcada, as perguntas foram feitas novamente, agora na frente de outros executivos da empresa, antes que chegasse o CEO.

    Fiz a entrevista, nervoso e ao mesmo tempo puto, pq via o destrato da assessora e como ela estava com raiva que meu editor não estava lá.

    Um mês depois, a matéria saiu. Encontrei a Diretora de Marketing da empresa na Futurecom e ela veio me elogiar falando que o pingue-pongue que eu tinha feito tinha ficado muito bom.

    Sei que não são todas as assessoras que fazem isso e que até é um pequeno grupo de pessoas que fazem esse tipo de pergunta infeliz, como se estivessem testando o seu nível e isso não cabe às assessorias, cabe a editora ou editor do veículo que te contratou!

    obrigado

  7. Meu, este assunto quase dá – se bobear dá mesmo – um livro sobre vários temas:

    – ética: convites devem ser encaminhados aos veículos e estes devem decidir quem é o profissional mais adequado para aquele assunto. Escolher o profissional, seja pelo vargo ou por afinidade, é um desrespeito pelo profissional e pelo veículo.

    – assessorias: uma agência que se presta a um papel destes demonstra, de cara, no mínimo 3 defeitos graves: não dá a mínima pro jornalista, dá menos ainda para a notícia e não treina seu cliente para lidar com a imprensa.

    – mercado de comunicação: acontecimentos como este são um triste indício de que as assessorias estão hoje mais preocupadas em agradar o cliente do que em estabelecer um vínculo real e produtivo entre ele e a imprensa. Seria como se um professor desse apenas 10 para um aluno medíocre, só porque ele é filho do dono da escola.

    – mercado em geral: se a atitude recebeu o aval da empresa, isso só vem comprovar o despreparo e a imaturidade cada vez maior dos executivos que vemos por aí, hoje muito mais vendedores do que gestores. O que se vê são as boas fontes em processo de extinção. O que é uma pena.

  8. Se não me engano, lembro bem desse caso que a Priscila falou aí em cima. O povo na redação ficou doido da vida. Nem sempre o editor pode ir porque… ele tem que fazer a revista/jornal/site, afinal, e nem sempre dá pra ir. Eu tenho uma equipe ultra-restrita (eu e mais um editor, fora o diretor de redação). Se um não vai, vai o outro mesmo.
    E quando a assessoria te pede um perfil completo em inglês (só falta saber a cor da cueca) pro cliente saber o que você já fez da vida?(pra evitar problemas, tenho guardado até hoje esse arquivinho, já me salvou a vida umas 2 vezes…)

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