Exclusão e vingança


Sacanagem. Sim, e das grossas. Ok, trabalho em uma editora que nem de longe pode ser comparada com a Abril ou Folha, por exemplo. Nem por isso, deixamos de ter nossa importância. O fato é que não fomos convidados para a coletiva de imprensa com os principais executivos de uma grande – e põe grande nisso – empresa de tecnologia que visitam o Brasil.

O motivo? Simples. Outro dia demos uma notícia que os caras da companhia e da assessoria não gostaram, apesar de ser verdadeira e real. Depois de uma dessas a gente ignora o assessor quando ele for vender pautas de outros clientes e nego ainda vem reclamar, acha ruim, chama de vingativo.

Ele esquece que amanhã, quem sabe, o repórter ou editor dessa pequena publicação pode estar na própria Folha, no Valor, etc. Além disso, a conta dessa poderosa empresa, pode não estar mais na assessoria em que ele trabalha. Certamente, se isso acontecer, é para nós que ele vai apelar para divulgar aqueles clientes malas e sem notícias.

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11 comentários em “Exclusão e vingança

  1. eu até sei de quem vc está falando…
    é o tipo de asessor q não entende do assunto. a regra nº 1 de um assessor é tratar os jornalistas de igual forma, pois daqui a um tempo, eles podem estar em outros veículos e a lembrança de uma mancada nunca será apagada

  2. Caro Rubem… ainda dá tempo de você desistir. Vá fazer economia, administração, ciência da computação. Existem tantas opções. Se meu filho um dia virar para mim e dizer “pai, quero ser jornalista”, eu espanco ele até matar… hahahaha.
    Sério cara, na boa, pensa bem. O mercado está um lixo e o futuro é uma incógnita.

  3. E eu, que fui designada para um encontro de imprensa de um grande fabricante de produtos de infra para telcos. Quando a assessoria soube que o veículo para o qual trabalho havia pautado a “reles repórter” aqui para a viagem (sim, o encontro acontecerá em Paris), retirou o convite. Acreditem, tem assessoria que mede competência conforme o nome do cargo. Em suma: não haverá representante do nosso jornal no “tão relevante” evento que, ao que parece, não tem por objetivo noticiar algum fato de interesse de nossos leitores, mas fazer “oba-oba” com editores. E o melhor nem é isso. É que, além das voltas que o mundo dá, neguinho esquece que na hora de vender pautas furadas daquele cliente fiasco, é exatamente pra repórter aqui que ele liga. Como não tenho competência (pelo julgamento dessa “competente” equipe de comunicação), infelizmente vou ter de pedir que encaminhe a sugestão para avaliação do meu editor. Fazer o quê?
    Quem sabe um dia eu aprimoro minhas habilidades e vou para uma dessas viagens que assessor insiste em julgar divertidas para nós!

  4. Pior é que esta renomada empresa de telecom à qual vc se refere, com o aval de sua renomada e aguda assessoria, já levou repórteres para este frege à francesa em anos anteriores. Quer dizer: a desculpa usada prá te dispensar já foi uma merda…. e nem era verdade!

    O que vc fez práquele gente menina????

  5. Que eu saiba, nada. Porém, talvez o fato de escrever matérias relevantes, diversificadas, com boa qualidade de texto e tom analítico, sem omitir do leitor os fatos que verdadeiramente lhe interessam, tenha incomodado.

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