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Eu e minhas perguntas. Vou começar o post logo com uma. É possível delimitar a utilização das mídias sociais em favor da comunicação? A primeira resposta que vem à cabeça e parece bem clara: seu estúpido, claro que não!

Concordo. Em partes. Quando falamos de gestão de reputação, valor de marca, percepção do mercado em relação à empresa, produto ou serviço, o buraco é mais embaixo. Cuidar da reputação de uma organização ou marca é um negócio bastante complicado. E tudo isso pode ser destruído em apenas poucos minutos e, porque não, por um próprio funcionário.

Entendam que não estou dizendo que as empresas precisam coibir a livre expressão de opinião. Mas é preciso separar um pouco as coisas. Nem sempre a visão da empresa é a mesma de um colaborador e vice-versa. Isso pode causar conflitos extremos e prejuízos enormes para uma corporação. Aliás, como sempre, Mauro Segura – da IBM, que inclusive é uma das empresas mais conectadas e que mais estimula a comunicação – escreve muito bem sobre isso aqui e aqui.

Sempre que me questionam sou enfático: sou contra o bloqueio de ferramentas de comunicação digital – inclua aí MSN, Twitter, etc. Acho que a orientação e treinamento podem ser muito mais vantajosos e proporcionarem resultados mais surpreendentes do que o cerceamento (tá, já sei, os diretores de tecnologia me odeiam por conta disso).

Um material bem produzido para demonstrar o que é, como funciona e, principalmente, maneiras éticas e transparentes de utilizar a comunicação seria algo que ajudaria bastante. E isso é chamado lá fora de Social Media Guide, mas é melhor mesmo um guia de mídias sociais, dedicado exclusivamente aos colaboradores/funcionários.

Como de costume neste mercado digital, não existe receita de bolo pronta. Montar este guia não é tão simples como parece. É preciso entender primeiro como funcionam os processos de comunicação da empresa, de que forma os colaboradores estão inseridos neste contexto, qual a relação deles com as mídias sociais e assim por diante. Mas acho que vale a pena pensar nisso. As empresas deveriam apostar mais nesse tipo de conteúdo.

Separei alguns links que podem ajudar:

Guia preparado pela Intel
Guidelines da IBM
Material da BBC sobre o tema
Conteúdo excelente de Brian Solis

Conhece mais algum bacana? Indique nos comentários.

Sei que a tarefa é difícil como muitos comentaram no post anterior. Mas continuo na batalha de encontrar alguns caminhos que melhorem o processo de “venda” de pauta para os veículos, quais os melhores exemplos de pauta, e assim por diante. Quem fala agora é o Paulo Toledo Piza, ex-G1 e atualmente freelancer do canal Cotidiano da Folha Online.

“Para mim, uma boa sugestão de pauta é aquela que tem a ver com a editoria em que trabalho. Recebo quase que diariamente e-mails com sugestões de pauta sobre lançamentos de livros, CDs, DVDs, cabines de cinema, e até de buffet de casamento; tais pautas seriam muito interessantes se eu fosse repórter de cultura, mas trabalho na editoria de Cotidiano. Quando vejo que é algo muito interessante, aviso meus colegas de Ilustrada. Mas geralmente deleto o e-mail, para limpar a caixa de entrada. No caso de Cotidiano, me interessa muito pautas ligadas a saúde, trânsito, segurança, tempo, entre outros assuntos relacionados à editoria.

As sugestões de pauta devem seguir aquela regra tão importante do jornalismo que diz que “quanto menos, melhor”. Dessa forma, a boa sugestão de pauta tem de ser bem enxuta, contendo apenas as informações relevantes e respondendo as perguntas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por quê.

E, assim como uma reportagem, a sugestão de pauta prende minha atenção a partir do título. No caso dos e-mails, acho ótimo quando o assessor de imprensa coloca no campo “assunto” uma breve descrição do que se trata a pauta. Um exemplo: “CET interdita trecho da Av. Paulista durante o feriado de Tiradentes”. Simples e direto. Bem melhor do que “CET interdita avenida no feriado”.

Depende do tipo de sugestão de pauta. Se for uma chamada para coletiva, acho que o telefone e o e-mail devem funcionar em conjunto – o primeiro para alertar o jornalista e o segundo para lembrá-lo da pauta. Em casos de pautas menos urgentes, como sugestões de entrevistas com especialistas, o e-mail basta. Apenas o telefone acho ruim, pois, além de atrapalhar o repórter quando este está fazendo uma matéria, corre-se o risco de ele esquecer e/ou não repassar a pauta para seus colegas de editoria.

A sugestão tem de ter relação com a editoria. Pautas sobre crimes, acidentes de trânsito, interdições de vias, mudança de tempo na cidade, epidemias, entre outras, sempre atraem a atenção. Pequenos assuntos, como curiosidades sobre a cidade, personagens diferentes, lugares pouco conhecidos também são interessantes.

Sempre uso o olhar de leitor para avaliar as sugestões de pauta. Leio e penso: clicaria numa reportagem sobre isso? Compraria um jornal/revista para ler a respeito desse assunto? Também uso os critérios de noticiabilidade, como notoriedade do assunto, proximidade com o leitor e relevância social. Um crime tão comum em São Paulo, como o roubo de um carro, por exemplo, será noticiado por mim somente se o veículo levado for um modelo raro (como uma Ferrari), se a vítima for famosa ou se o ladrão tiver cometido algum deslize durante a ação (como dormir dentro do carro).

Veja também:
Sugestão de pauta 2 – por Fábio Barros, editor-executivo do Computerworld
Sugestão de pauta – por André Borges, repórter do jornal Valor Econômico
Exemplo de sugestão de pauta
Exemplo de sugestão de pauta, ou não

Ainda em busca de referências que ajudem os assessores a abordarem melhor os jornalistas, consegui mais algumas dicas sobre sugestões e exemplos de pauta. Quem dá a opinião agora é Fábio Barros, editor-executivo do Computerworld, veículo especializado em notícias sobre tecnologia da informação.

“Esse negócio de sugestão de pauta é enjoado, porque não tem receita pronta, mas eu acho que algumas coisas ajudam.

Por exemplo, se a pauta for quente mesmo, história boa, basta o assessor telefonar, falar do que se trata e já passar o telefone da fonte. Isso funciona para executivos recém-contratados, contratos recém-fechados, aquisições, coisas que geralmente exigem apuração rápida.

Quando é uma pauta atemporal, aí é legal o assessor tomar alguns cuidados:

1 – Checar a pertinência do assunto para o veículo. No caso do Computerworld, que é voltado para o usuário corporativo de TI, não é raro a gente receber sugestão de lançamento de produto para usuário final, por exemplo. Aí é perda de tempo.

2 – Uma boa sugestão de pauta não precisa ser um release. A gente não precisa da matéria pronta. Faz um briefing de duas ou três linhas explicando do que se trata, enumera alguns tópicos com dados que sustentem a história e manda por e-mail. Se quiser ligar antes para checar se o assunto interessa e já mandar a sugestão com certeza que será aproveitada, melhor.

Sobre o que é uma boa sugestão, a gente avalia sob o olhar do nosso leitor. Mais uma vez, no caso do CW, a pergunta é: este assunto é bacana para o usuário de TI que está dentro das empresas? Vai ajudá-lo a trabalhar melhor, a evoluir, a usar melhor as ferramentas de trabalho? Se sim, a pauta é legal. Se não, não.

Basicamente é isso. Você viu que eu não falei de follow, né? Pois é, melhor não falar e melhor ainda será se ele não for feito, a não ser que se trate de um assunto que foi oferecido com exclusividade (o assessor precisa saber se vai ser usado ou não) ou de confirmação em eventos, viagens, coletivas e almoços. Se bem que mesmo isso pode ser feito por e-mail, mas tudo bem. Fora desses casos, liga não.”

Veja também:
Sugestão de pauta – por André Borges, repórter do jornal Valor Econômico
Exemplo de sugestão de pauta
Exemplo de sugestão de pauta, ou não

Sabemos o quanto é difícil encontrar boas bibliografias específicas sobre o mercado de assessoria de imprensa. Até porque é um segmento que tem sofrido alterações constantes, especialmente por conta das novas mídias digitais. O colega Rodrigo Capella resolveu transformar sua tese, apresentada na PUC-SP e orientada pela professora-doutora Marli dos Santos, em conteúdo para o mercado. Confesso que não li, mas vale o registro.

Pela descrição do material que me mandou, ele fala das bases e dificuldades dos assessores de imprensa e de que maneira um bom profissional deve atuar. O autor entrevista relações públicas, jornalistas, assessores de imprensa e estudiosos de comunicação. Atualmente, Rodrigo Capella é assessor de imprensa da FirstCom Comunicação. Lá, ele atende principalmente clientes especializados em tecnologia. Para falar com ele, o e-mail é contato@rodrigocapella.com.br.

Título: Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia
Editora: Clube de Autores
Páginas: 157 páginas
Preço: R$ 30,35

Sempre que dou uma olhada nas estatísticas deste blog, as duas expressões que mais trouxeram leitores para cá são “exemplos de pauta” e “sugestões de pauta”. Por isso, estou conversando com alguns amigos que trabalham em redação e pegando algumas dicas com eles. O primeiro a mandar a sua visão sobre pauta foi André Borges, repórter do jornal Valor Econômico:

1.  Não tente vender peixe por lebre. Ligue para o repórter se você realmente tem uma pauta nas mãos. Se você já não acredita muito na pauta, imagine o repórter;
2.  Não produza um release clássico, cheio de nariz de cera e badulaques. O jornalista não tem tempo nem interesse em ler seu texto. Ele quer a pauta;
3.  Seja preciso, objetivo. Se for possível, apresente a pauta por meio de tópicos, mostre em poucas palavras por que ela é interessante;
4.  Se você não conhece o jornalista, não force uma intimidade que não existe. Aquela coisa “e aí, fulaaaano, tudo jóia mesmo?!” só pega mal e atrapalha;
5.  Se você tem uma pauta bacana, ligue para o jornalista antes de enviar o e-mail. Quando ele receber a mensagem, se lembrará de sua ligação. O contrário (o tradicional follow up) é uma enganação e uma perda de tempo.

Há muito tempo alguns assessores de imprensa me criticam por eu só expor os erros que eles cometem. Ameaçavam criar um blog para contar os absurdos que já viram na redação. E eu sempre estimulei que fizessem isso para que mostrassem também o outro lado.

Eu fiz a provocação. E não é que deu certo? Vale a visita ao Pérolas dos Veículos e Jornalista. Certamente vão receber muito material para rechear o blog!

Depois de muita discussão, enfim, sai do forno mais uma edição do Newscamp. A Ceila optou por retomarmos o modelo “camp”, de desconferência pura, em que os próprios participantes definem os temas a serem debatidos e mandam ver. Apesar disso, o tema central é o mesmo: a mudança trazida pelo meio digital ao jornalismo e à comunicação de maneira geral. Participem!

Newscamp 2009
Quando: 25 de abril
Horário: das 9h às 18h
Onde: Espaço Gafanhoto (Av. Rebouças, 3181)
Inscrição: clique aqui

Um amigo escreveu esses dias:

“Gostaria de comentar um assunto que tem ocorrido com frequência. Trabalho numa empresa brasileira, com operações no exterior e volta e meia somos demandados por ‘agentes’ que se identificam como intermediários de publicações estrangeiras ‘de renome’. Envolvem desde a Mussum Mocó* até a Didi Sonrisal*, passando por outras tantas, conforme a ocasião. Em geral dão ‘bypass’ total na assessoria, indo direto nos contatos do CEO. Até aí, ok, podem alegar desconhecimento. Mas são pautas necessariamente vinculadas a anúncios. A agência de comunicação que nos atende relata que outros clientes também multinacionais padecem do mesmo problema, independente da indústria. Não dá, né?”

Hummm… acho que já ouvi essa história antes. Mas aí, vocês procuram no Google!

Recados importantes!

* Os nomes de empresas e pessoas são sempre modificados para que não comprometam os profissionais e companhias citadas.

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  • que saudades do tempo em que eu conseguia acompanhar tudo o que rolava no twitter... 17 hours ago
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  • em breve, @somnoblog novo no ar... o tema é bacana: músicas para correr e caminhar, sugestão de @cdallovo 1 day ago
  • eita... chuva forte aqui em Pirituba, fazia tempo que eu não via uma dessas 1 day ago
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