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Demorei, mas voltei. Na verdade é rapidinho porque a correria diária não me deixa tempo livre para me dedicar mais ao blog. De qualquer forma, gostaria de indicar duas obras para quem acompanha este singelo conteúdo.

O primeiro foi produzido por uma equipe de feras – uma delas, inclusive, é a Thatiana Cappellano, com quem tenho o prazer de trabalhar. “Comunicação Corporativa e Reputação: Construção e Defesa de imagem Favorável” é resultado da experiência de professores do curso de Comunicação Corporativa da GVPec, da Fundação Getúlio Vargas.

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O segundo é extremamente direcionado à prática de assessoria de imprensa. Rodrigo Capella. Em “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia”, ele trata exatamente do mesmo tema que o Pérolas já falou bastante: a relação entre assessoria e a imprensa, com detalhes da rotina desse processo.

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O autor, aliás, gentilmente enviou uma edição do livro para mim. Aproveito o espaço para agradecer.

Para complementar o tema que direcionou os três últimos posts, queria tratar aqui de um assunto que me chamou a atenção. Por e-mail, consultei os colegas do grupo de estudos de RP Digital da Abracom antes de escrever este texto. Quantas empresas no Brasil possuem um gerente de mídias sociais – ou se permitirem o anglicismo, social media manager.

Como eu imaginava, o pessoal apontou apenas dois nomes: Roberto Loureiro, da Tecnisa e Saulo Passos, que atua pela Nokia na América Latina. Duas empresas conhecidas pela atuação que possuem na internet. Fiquei pensando se é preciso atingir o nível dessas duas companhias nos meios digitais para que a importância ao assunto seja tamanha que exija a nomeação de um executivo para isso?

Óbvio que não podemos negar que este movimento corporativo para as redes está apenas no começo, o que tenha dificultado também minha busca. Mas acho que já está mais do que na hora de pensar nisso. E quem vai cuidar dessa interação? O trabalho precisa ser feito, nem que seja terceirizando o trabalho com uma agência de comunicação. Afinal, sua marca já está nas redes, a decisão de participar ou não da conversa é da empresa.

A discussão no exterior é mais intensa. Lá fora, já há uma procura interessante por este perfil de profissional. É um novo campo para quem lida com comunicação. Certamente será preciso não só conhecer as redes sociais, mas estudá-las dia a dia. Vale a pena investir nisso.

Para quem já sabe, ótimo. Para quem ainda não, vale a pena conferir. Sou um dos organizadores do Newscamp, uma desconferência sobre comunicação digital criada em parceria com a Ceila. Nesta edição vamos dividir o pessoal em duas turmar: jornalismo multimídia numa sala e RP Digital em outra. A programação está fechada, mas pode sofrer algumas alterações. Participe, discuta. Já até publiquei algumas provocações no blog do evento. Não esqueça que, para participar, é preciso fazer a inscrição. Está tudo lá, vejam!

Sim, estou chato. Parece que não sei escrever sobre outra coisa. Mas é isso o que o mercado de comunicação vem buscando. Participei na última terça-feira do evento sobre relações públicas 2.0 organizado por Manoel Fernandes, da Bites, um entusiasta do tema. Achei as apresentações muito simplórias. Boa parte do que foi mostrado já é bastante conhecido de quem vem estudando o tema faz algum tempo e basta uma busca rápida no Google para identificar boa parte dos números apresentados.

Apesar disso, há um saldo positivo. O simples fato de abrir o tema para a discussão e troca de conhecimento já valeu o esforço. Tanto que a procura pelo evento foi grande e o público variado. Tinha agência de publicidade, assessoria de emissora de televisão, entre outros. Faltou um tempinho a mais para que as pessoas presentes pudessem se manifestar e tirar algumas dúvidas. Mas também quando o microfone foi aberto, quase ninguém se manifestou, o que demonstra que o tema relações públicas digitais ainda é uma incógnita para a maioria dos profissionais.

Os cases começaram a aparecer e vale a pena pesquisar a história digital da Tecnisa – que se tornou referência em web no País acho que mais pela ousadia e ineditismo do que pelas ações em si – e também a da Cisco, um case vivo de utilização de ferramentas do gênero (afinal, é isso o que eles vendem e têm obrigação de mostrar bem o que estão fazendo).

Certamente para quem ainda está começando a se preocupar com mídias/redes sociais, o evento foi bastante proveitoso. Sem contar que sempre há oportunidade, em qualquer encontro desse tipo, de aumentar o networking e prolongar essa conversa por outros meios – comunicadores instantâneos, e-mails, etc. Enfim, se quiserem entender melhor o que rolou por lá, cliquem aqui.

No momento de conquistar votos vale tudo, aqui ou nos Estados Unidos. Mas veja bem. Alguma vez na vida você imaginou um figurão político ou celebridade daquelas revistas de fofocas darem entrevista para uma criança? Isso aconteceu nos Estados Unidos, conforme relata Marcelo Tas em seu blog.

Com toda a petulância e arrogância que existe entre as “personalidades” brasileiras, vocês conseguem imaginar isso por aqui? Se boa parte das agências cria uma diferença no atendimento até mesmo em relação a veículos menores ou segmentados, que dirá uma coisa dessas. Sim, é verdade, os executivos e fontes são os responsáveis por isso, não querem e se sentem menos importantes dando uma entrevista para a Gazeta de Piraporinha*. Claro, eles não entendem nada de comunicação, não conhecem o processo.

Sempre tive para mim que os artistas só aceitavam convites para participar de programas gravados em universidades porque, vai saber, um dia aquele coitado sentado no banco da universidade não vira um repórter do Estadão e assim por diante.

Aqui, no Brasil, há um glamour em torno da profissão de jornalista. As pessoas acham que você é influente pacas, importante, um ser superior. O que mostra, mais uma vez, total desconhecimento da profissão. Mal sabem que o garotinho aí dos Estados Unidos conta com equipamentos mais modernos do que boa parte das universidades brasileiras. Preciso dizer qual o nível de formação hoje em dia?

A discussão é longa, complexa. Mobilidade (urbana esquece) é algo que envolve política – concessões de redes, alteração da legislação trabalhista, entre outros –vontade, claro, e investimento. Acho, entretanto, que as empresas (veículos e agências) deveriam começar a pensar melhor na idéia.
O trabalho de jornalistas e relações públicas está estritamente ligado à produtividade e pode muito bem ser feito remotamente. Eu posso ficar o dia inteiro na redação ou na agência e não produzir absolutamente nada, ficar navegando em sites idiotas sem relação alguma com o que faço. A presença não significa tarefa realizada e ponto. DA mesma forma com uma conexão à web e um celular eu consigo produzir normalmente, do boteco da esquina, de casa, seja lá onde for.
Conheço histórias de várias pequenas empresas (mesmo grandes) em que a produtividade cresceu muito com a flexibilidade dos profissionais. Aparecem nas companhias somente para reuniões especiais e saem de suas casas para visitar um ou outro cliente.
Pensem na melhoria do trabalho de um repórter, munido de bons dispositivos circulando na rua. Certamente o trabalho de apuração seria muito mais próximo da realidade. Um notebook razoável já está com preços bastante acessíveis, assim como smartphones. Na negociação para vários modelos, sai mais em conta ainda.
Nas agências não é diferente. Tenho certeza que a liberdade faria o trabalho fluir muito melhor do que a clausura do escritório e a cobrança seria a mesma, só mudaria de mesa. Afinal, as pessoas nem mudam de andar mais para conversar, usam os comunicadores instantâneos mesmo.
Na boa? Foi só um desabafo pelo trabalho remoto. Espero que esse post chegue a quem realmente precisa chegar.

Quem visita o Pérolas desde o princípio lembra que cheguei a publicar algumas listas de empregos para jornalistas e assessores de imprensa aqui. Desisti da idéia porque ficava maçante. Além disso, já havia alguns blogs que prestavam somente esse serviço. Ainda assim, o número de gente que chega aqui por meio de busca com esse termo é grande. Seguem abaixo algumas dicas para quem procura esse tipo de informação:

Link Zero – um dos mais completos. O Alexandre Sena sempre atualiza e ainda informa sobre vagas no Twitter.
Rede RP – basicamente para relações públicas, assessores de imprensa e comunicação corporativa
Marketing & Comunicação – nem preciso explicar.

Há ainda alguns grupos de e-mails especializados em empregos para jornalistas.

vagasjornalismo-subscribe@yahoogrupos.com.br – não sei se ainda está ativo
clubedojornalismo-subscribe@yahoogrupos.com.br – tem vaga todo dia

Agora é para valer. Já estão abertas as inscrições de mais um NewsCamp em São Paulo, que ajudo a organizar com a Ceila Santos. O evento acontece, sempre com o apoio do Espaço Gafanhoto, no dia 19 de julho. O formato será um pouco diferente das tradicionais desconferências. A idéia, nesta edição, além de colocar uma porção de gente para conversar, é levar algumas oficinas com vários temas que estão relacionados ao jornalismo digital, colaborativo e em transformação. Para ter mais informações e fazer as inscrições (gratuitas), acesse o blog do evento. Lembro apenas que pedimos uma singela contribuição (R$ 5 ou R$ 10) aos visitantes para pagar o espaço gentilmente cedido por Cazé Peçanha mais uma vez.

Recados importantes!

* Os nomes de empresas e pessoas são sempre modificados para que não comprometam os profissionais e companhias citadas.

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