Para complementar o tema que direcionou os três últimos posts, queria tratar aqui de um assunto que me chamou a atenção. Por e-mail, consultei os colegas do grupo de estudos de RP Digital da Abracom antes de escrever este texto. Quantas empresas no Brasil possuem um gerente de mídias sociais – ou se permitirem o anglicismo, social media manager.
Como eu imaginava, o pessoal apontou apenas dois nomes: Roberto Loureiro, da Tecnisa e Saulo Passos, que atua pela Nokia na América Latina. Duas empresas conhecidas pela atuação que possuem na internet. Fiquei pensando se é preciso atingir o nível dessas duas companhias nos meios digitais para que a importância ao assunto seja tamanha que exija a nomeação de um executivo para isso?
Óbvio que não podemos negar que este movimento corporativo para as redes está apenas no começo, o que tenha dificultado também minha busca. Mas acho que já está mais do que na hora de pensar nisso. E quem vai cuidar dessa interação? O trabalho precisa ser feito, nem que seja terceirizando o trabalho com uma agência de comunicação. Afinal, sua marca já está nas redes, a decisão de participar ou não da conversa é da empresa.
A discussão no exterior é mais intensa. Lá fora, já há uma procura interessante por este perfil de profissional. É um novo campo para quem lida com comunicação. Certamente será preciso não só conhecer as redes sociais, mas estudá-las dia a dia. Vale a pena investir nisso.





5 comments
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Setembro 28, 2009 às 1:38 pm
ocappuccino.com
Fico assustado de saber que muitas empresas nao tem setor de comunicação interna e quem cuida é o RH da empresa. Saber que não há ainda o profissional que gerencia a marca nas redes sociais não me assusta tanto hehehe. A empresa que estou terceiriza tudo, até a criação de um twitter para divulgação de um grande evento será destinado aos cuidados de uma agência e posso dizer que muito bem pago.
Mateus
Setembro 28, 2009 às 1:43 pm
Eduardo Vasques
Mateus, tudo bem?
Mais uma vez agradeço a presença e comentário. Realmente, ainda é muito comum o RH comandar a comunicação interna, mais até do que imaginamos. Conheço diversos casos de companhias gigantes que trabalham dessa forma. Bom saber que a empresa para a qual trabalha está entregando, ao menos, para alguém que entende desse universo. Agora, o que você entende como “bem pago”?
Abraço
Setembro 28, 2009 às 3:03 pm
Larissa Munhoz
No início de 2007 eu elaborei um artigo científico que falava da utilização do Orkut para monitorar a imagem corporativa, tive muita dificuldade de encontrar cases e bibliografia. No final do ano passado terminei minha graduação em Publicidade e Propaganda e fiz meu TCC sobre o mesmo tema incluindo o Orkut como ferramenta do marketing de relacionamento. Este ano publiquei um artigo com parte do TCC no congresso nacional Intercom – aqui está o link – http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-2662-1.pdf. Tenho muito interesse em trabalhar com redes sociais para manutenção e avaliação da imagem de empresas, produtos e marcas. Fiquei feliz ao ler este post. Espero que as empresas se atendem para as possiblidades gratuitas da rede.
Setembro 28, 2009 às 5:52 pm
Eduardo Vasques
Oi Larissa, tudo bem?
Obrigado pelo tempo dispensado aqui. Estamos todos na expectativa e tentando, por alguns caminhos, mostrar as vantagens (e também as desvantagens) desse mundo virtual. Li seu material e achei bem interessante o caso da Gloss. Vale mesmo a pena compartilhar as experiências.
Abraço
Outubro 2, 2009 às 3:33 pm
Eduardo Vasques
Luiz, tudo bem?
É a velha história do “vou garantir o meu e o resto que se vire”. Eu acho até que essa ponte entre uma coisa e outra não seria tão complicada. Os jovens sabem usar muito bem os canais digitais de forma pessoal, mas estão penando na aplicação deles para o lado profissional. Acho que no final das coisas, tudo se mistura, mas ainda vai levar um bom tempo.
Valeu mais uma vez.
Abraço