Nos últimos dias a mídia foi inundada com a repercussão de um relatório da Morgan Stanley, uma das mais renomadas instituições financeiras do mundo. O motivo: ele foi produzido por um garoto de 15 anos que faz estágio na empresa.
Entre algumas das colocações, o material diz que os adolescentes não gostam de usar o Twitter – porque isso é custo na conta de celular, que é pré-pago – que eles não lêem jornais impressos e preferem as notícias resumidas na internet ou na TV. Eles também ouvem (e fazem downloads) de músicas sem pagar por isso. Gastam suas mesadas com shows, cinema e games e não curtem os modelos atuais de publicidade na web como pop-ups e banners.
Bacana. Mas ainda não consegui entender todas essas manifestações dizendo que o relatório é sensacional, claríssimo, provocativo. Será que os executivos que recebem este material nas empresas e ficaram impressionados com essas informações não têm filhos? Ou estão trabalhando tanto para ganhar seus milhares de dólares que mal conseguem acompanhar a vida dos próprios filhos?
Não consigo ver tanta novidade em tudo isso que o rapaz publicou em seu texto. Na prática, são informações que já deveriam ser de conhecimento geral das empresas e de seus dirigentes. Basta analisar apenas algumas horas ou um dia da vida de um jovem atualmente.
A minha questão é: que os meios de comunicação não sabem ainda lidar com esse público é fato. E as agências de comunicação, sabem?





6 comments
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Julho 17, 2009 às 10:44 pm
Pedrovisky
É realmente vergonhoso que boa parte do mercado tenha ficado chocado ao receber esse relatório, que já é escrito pot gente de 40, 30, 20 anos. Foi preciso rebaixar a idade de um garoto que sequer pode votar, beber ou dirigir, para que o fato chamasse atenção.
E respondendo sua pergunta ao final do post: Não! Não sabem, e muitas delas também ficaram espantadas com tal relatório.
Julho 18, 2009 às 12:03 pm
Lygia
só o que tenho a dizer é ‘concordo plenamente’ e, aliás, eu achei provocativa mesmo a enorme repercussão de uma coisa dessas.
Julho 18, 2009 às 1:33 pm
Mateus
O que impressiona é o fato do diagnóstico ser de um guri de 15 anos.
Mateus
Julho 19, 2009 às 8:14 pm
Mauro Segura
Oi, Edu. Eu também não entendi muito bem toda essa repercussão em cima do relatório. Achei o reporte legal, cobrindo bem os temas, mas no fundo ele fala mais do mesmo. Acho que ele vale como documento, mas não traz grandes novidades. Me surpreendi quando ele diz que os adolescentes não usam o Twitter. Também fiquei surpreso quando eles escreveu que os jovens preferem ler jornais impresso gratuitos e aqueles que têm formato tablóide, que facilita e dá mais conforto para leitura dentro do metrô ou trem. Eu nunca imaginaria isso. Enfim, o documento tem seu valor por validar e confirmar as muitas percepções que nós todos temos dessa tal geração Y. Abraços. Mauro Segura.
Julho 20, 2009 às 4:09 pm
Ricardo Chicuta
O fato é que um adolescente pensa muito pouco em qualquer outra coisa que não seja sexo…peraí,eu também sou assim…
Julho 21, 2009 às 1:10 am
Fernando B.
Não foram muito surpreendentes as considerações levantadas pelo relatório… Edu, bastante pertinente sua pergunta no final. Aliás poderíamos pensar em muitos outros segmentos que ainda causam grandes engasgos no dia-a-dia dos profissionais de comunicação. Arriscaria, mudando um pouco o foco, elas sabem lidar com as crianças? E com os homossexuais? E com os evangélicos? São tantas questões…