Nos últimos dias a mídia foi inundada com a repercussão de um relatório da Morgan Stanley, uma das mais renomadas instituições financeiras do mundo. O motivo: ele foi produzido por um garoto de 15 anos que faz estágio na empresa.

Entre algumas das colocações, o material diz que os adolescentes não gostam de usar o Twitter – porque isso é custo na conta de celular, que é pré-pago – que eles não lêem jornais impressos e preferem as notícias resumidas na internet ou na TV. Eles também ouvem (e fazem downloads) de músicas sem pagar por isso. Gastam suas mesadas com shows, cinema e games e não curtem os modelos atuais de publicidade na web como pop-ups e banners.

Bacana. Mas ainda não consegui entender todas essas manifestações dizendo que o relatório é sensacional, claríssimo, provocativo. Será que os executivos que recebem este material nas empresas e ficaram impressionados com essas informações não têm filhos? Ou estão trabalhando tanto para ganhar seus milhares de dólares que mal conseguem acompanhar a vida dos próprios filhos?

Não consigo ver tanta novidade em tudo isso que o rapaz publicou em seu texto. Na prática, são informações que já deveriam ser de conhecimento geral das empresas e de seus dirigentes. Basta analisar apenas algumas horas ou um dia da vida de um jovem atualmente.

A minha questão é: que os meios de comunicação não sabem ainda lidar com esse público é fato. E as agências de comunicação, sabem?