Venho, sistematicamente, publicando nesse espaço textos que tratam do trabalho de relações públicas no ambiente digital. Hoje explico o motivo. Na última edição do Newscamp, evento que ajudo a Ceila a organizar, surgiu uma discussão interessante sobre em uma oficina. Depois disso, comecei a me reunir com alguns colegas que participaram do evento em botecos para falar mais dessa bagunça toda. O negócio foi ficando mais sério e culminou com um apoio extremamente importante da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação).

Hoje lançamos oficialmente, em um encontro promovido pela entidade com seus associados, o Grupo de Estudos de Relações Públicas Digitais. A proposta é bastante simples: debater, formar, divulgar e disseminar a cultura da gestão de comunicação corporativa a partir dos meios digitais (blogs, comunidades, recursos da chamada web 2.0, etc).

Com base no conhecimento, atuação e também muitas dúvidas do mercado, vamos trocar experiências e idéias para ajudar a formar referências e influenciar positivamente a tomada de decisão nas empresas em relação às possibilidades de se trabalhar marca, imagem e comunicação.

Inicialmente o grupo é formado por: Catarina Anderaos (Ricardo Viveiros & Associados), Ceila Santos (Desabafo de Mãe), Cely Carmo (Burson Marsteller), Claus Hansen (Imagem Corporativa), Eduardo Vasques (TV1 RP), Juliana Damasceno (Ketchum), Rodrigo Padron (LVBA Interativa), Rodrigo Pinotti (Imagem Corporativa), Sonia Penteado (TV1 RP), Thiane Loureiro (Edelman) e Wallace Baldo (Ketchum). E como não somos os donos da verdade, queremos compartilhar as idéias e dúvidas comuns a todos. Muitas outras agências, tenho certeza, vão entrar para completar a discussão.

Sim, muitos vão dizer que o mercado está pegando fogo e nós, atrasados que somos, ainda estamos pensando em reunir grupo de discussão. Mas não é bem assim. Há uma necessidade de separar o que é trabalho de agência de publicidade e o que é comunicação. Tanto que o interesse pelo tema é grande, boa parte das agências está perdida, assim como as empresas que contratam esse tipo de serviço. O setor está começando a dar sinais de boas perspectivas, mas ainda é muito cru, precisa ser entendido, explicado, trabalhado. Para ver a apresentação do Grupo, clique aqui.