A discussão é longa, complexa. Mobilidade (urbana esquece) é algo que envolve política – concessões de redes, alteração da legislação trabalhista, entre outros –vontade, claro, e investimento. Acho, entretanto, que as empresas (veículos e agências) deveriam começar a pensar melhor na idéia.
O trabalho de jornalistas e relações públicas está estritamente ligado à produtividade e pode muito bem ser feito remotamente. Eu posso ficar o dia inteiro na redação ou na agência e não produzir absolutamente nada, ficar navegando em sites idiotas sem relação alguma com o que faço. A presença não significa tarefa realizada e ponto. DA mesma forma com uma conexão à web e um celular eu consigo produzir normalmente, do boteco da esquina, de casa, seja lá onde for.
Conheço histórias de várias pequenas empresas (mesmo grandes) em que a produtividade cresceu muito com a flexibilidade dos profissionais. Aparecem nas companhias somente para reuniões especiais e saem de suas casas para visitar um ou outro cliente.
Pensem na melhoria do trabalho de um repórter, munido de bons dispositivos circulando na rua. Certamente o trabalho de apuração seria muito mais próximo da realidade. Um notebook razoável já está com preços bastante acessíveis, assim como smartphones. Na negociação para vários modelos, sai mais em conta ainda.
Nas agências não é diferente. Tenho certeza que a liberdade faria o trabalho fluir muito melhor do que a clausura do escritório e a cobrança seria a mesma, só mudaria de mesa. Afinal, as pessoas nem mudam de andar mais para conversar, usam os comunicadores instantâneos mesmo.
Na boa? Foi só um desabafo pelo trabalho remoto. Espero que esse post chegue a quem realmente precisa chegar.